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Dólar sobe de novo e vale R$ 3,88, maior patamar de 2019

Alta de 1,27% da moeda norte-americana foi guiada por receios sobre o andamento da reforma da Previdência no Congresso

Economia|Do R7

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Dólar oscilou entre R$ 3,81 e R$ 3,90 na sessão
Dólar oscilou entre R$ 3,81 e R$ 3,90 na sessão

O dólar voltou a subir mais de 1% ante o real nesta quinta-feira (7), tocando uma nova máxima do ano. Com a valorização de 1,27%, a moeda norte-americana passou a ser comercializada por R$ 3,8847, maior patamar desde 27 de dezembro de 2018. 

Ao longo do pregão, a moeda oscilou entre R$ 3,9040 e R$ 3,8168. O dólar futuro subia cerca de 1,2%. No exterior, a moeda norte-americana subia cerca de 0,86% contra uma cesta de moedas.


A valorização da moeda acompanhou o movimento global de moedas, com mercados focados na decisão do Banco Central Europeu. No cenário doméstico, pesaram os receios sobre o andamento da reforma da Previdência reforçaram a cautela.

Do lado doméstico, há uma crescente preocupação com a falta de notícias da parte do governo sobre a reforma da Previdência. O mercado monitora agora a instalação das comissões especiais na Câmara dos Deputados, a primeira etapa da tramitação da matéria.


Segundo o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, uma demora prolongada na instalação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) — que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia previsto para a semana passada — pode levar o mercado a pensar que o governo não tem a Previdência como uma de suas prioridades.

No fim da tarde, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para dizer que "é a partir da reforma da Previdência que o país terá condições de estabilizar as contas", acrescentando que a reforma previdenciária vai viabilizar uma "rígida reforma tributária".


Também há razoável preocupação entre agentes financeiros de que as recentes publicações controversas de Bolsonaro no Twitter possam dificultar a formação da base aliada no Congresso.

Prevalece a percepção de aprovação do texto no segundo semestre do ano, mas ainda restam dúvidas quanto ao teor do texto que será chancelado por parlamentares.

O Banco Central vendeu 14.500 swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares. Assim, rolou US$ 1,450 bilhão dos US$ 12,321 bilhões que vencem em abril.

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