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Dólar sobe e volta a se aproximar de R$ 3,80 por cenário local e juros dos EUA

Mercado segue com altas e baixas também influenciado pelo reduzido volume de negócios

Economia|Do R7

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Às 10h37, o dólar avançava 0,61%, a R$ 3,7926 na venda
Às 10h37, o dólar avançava 0,61%, a R$ 3,7926 na venda

O dólar avançava em relação ao real nesta quinta-feira (12), ainda pressionado pelas incertezas locais com a economia e a política e pela perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, mas a atuação do BC (Banco Central) no câmbio e a aprovação na Câmara dos Deputados de projeto de regularização de capitais brasileiros no exterior limitavam o avanço da moeda norte-americana.

Às 10h37, o dólar avançava 0,61%, a R$ 3,7926 na venda, após cair 0,58% na véspera em meio a rumores de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia substituir Joaquim Levy como ministro da Fazenda.


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"O cenário ainda está muito difícil e há motivos para cautela", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

A deterioração das contas públicas do Brasil e turbulências políticas vêm levando alguns investidores a evitarem ativos denominados em reais. Os problemas locais somam-se à expectativa de que os juros norte-americanos subam em dezembro, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.


Nesta sessão, essa apreensão ofuscava parcialmente a perspectiva de mais entradas de recursos devido à aprovação do projeto de lei que regulariza ativos não declarados de brasileiros no exterior, que faz parte das medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo ao Congresso Nacional.

O mercado também minimizava o anúncio de leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra pelo BC nesta tarde, a quarta operação desse tipo promovida neste mês. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, a operação não serve para rolar linhas já existentes.


Operadores entendem que a atuação tem como fim atender à demanda por dólares típica de fim de ano, da parte principalmente de exportadores.

O BC também dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

"O BC gera algum alívio mas o impacto dessas operações é pequeno e esperado", disse o operador de uma corretora internacional.

Operadores vêm ressaltando ainda que o baixo volume de negócios, que tem sido a regra nas últimas semanas, deixa o mercado mais sensível a operações pontuais. Por isso, não descartam a possibilidade de mais uma onda de volatilidade.

O mercado também continuava atento aos rumores de que Meirelles possa, eventualmente, substituir Levy. "A conclusão é que (a ida de Meirelles à Fazenda) seria algo positivo e os preços já refletem isso. Agora é esperar para ver as próximas notícias", acrescentou o operador.

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