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Dólar sobe pela quarta vez seguida e vale R$ 3,44

Nas últimas quatro sessões, a moeda norte-americana acumula alta de 8,6% em relação ao real

Economia|Do R7

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Na máxima do dia, a moeda norte-americana bateu os R$ 3,47
Na máxima do dia, a moeda norte-americana bateu os R$ 3,47

O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real nesta segunda-feira (14), encerrando a quarta sessão consecutiva de valorização. A movimentação da moeda foi novamente direcionada pela cautela de investidores, ainda se desfazendo de posições de países emergentes, como o Brasil, após a vitória de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

No dia, a moeda norte-americana avançou 1,43%, a R$ 3,4408 na venda, maior valor desde 16 de junho (R$ 3,47), e acumulou alta de 8,63% nos últimos quatro pregões. Na máxima do dia, a moeda norte-americana bateu R$ 3,4752, com alta de 2,44%. O dólar futuro subia cerca de 1,5% nesta tarde.

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Em sua campanha à Presidência, Trump prometeu criar empregos principalmente por meio de gastos em infraestrutura, o que pode gerar inflação e obrigar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a ser mais agressivo em sua política de elevação das taxas de juros. Assim, as taxas dos títulos norte-americanos subiam, com destaque para os de 10 anos.

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Juros mais altos nos Estados Unidos têm potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro. O dólar também subia frente a outras moedas de países emergentes nesta sessão, como o peso mexicano.

Por causa do feriado da Proclamação da República nesta terça-feira (15), o volume da sessão foi um pouco mais contido.

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"A ausência de dados relevantes neste pregão acabou contribuindo para um mercado menos nervoso hoje", comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

Com a forte reação no mercado de câmbio à eleição de Trump, o Banco Central brasileiro voltou a atuar por meio de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Neste pregão, vendeu 15 mil contratos para rolar os swaps que vencem em 1º de dezembro.

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No entanto, o mercado está de olho em novas atuações, como fez o BC no pregão passado, quando anunciou outros dois leilões de swaps tradicionais. Desde abril, o BC não usava esse instrumento, atuando apenas por meio de swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, já afirmou que continuará atuando no mercado de câmbio, ressaltando que o estoque de swaps tradicionais é menor hoje em dia, o que dá "conforto" para a ação do BC. Disse ainda que o câmbio flutuante no Brasil é uma importante ferramenta e repetiu que o BC somente reduzirá o estoque de swaps tradicionais quando as condições de mercado permitirem.

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