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Dólar tem leves variações, a R$ 3,76, após avanço das bolsas da China

O mercado continua pressionado por preocupações com situação política e econômica do Brasil

Economia|Do R7

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Às 10h12, o dólar recuava 0,09%, a R$ 3,7671 na venda, após atingir R$ 3,7573 na mínima e R$ 3,7809 na máxima da sessão
Às 10h12, o dólar recuava 0,09%, a R$ 3,7671 na venda, após atingir R$ 3,7573 na mínima e R$ 3,7809 na máxima da sessão

O dólar alternava entre leves altas e baixas sobre o real nesta quarta-feira (4), embalado pelo avanço das bolsas da China, que trouxe algum alento às preocupações com a desaceleração da economia global.

O mercado continuava pressionado, porém, por preocupações com a situação política e econômica do Brasil. Muitos operadores também ajustavam seus portfólios após a moeda norte-americana ter despencado mais de 2%, maior queda em mais de um mês, na véspera.


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Às 10h12, o dólar recuava 0,09%, a R$ 3,7671 na venda, após atingir R$ 3,7573 na mínima e R$ 3,7809 na máxima da sessão. Na terça-feira, a divisa dos Estados Unidos caiu 2,39% e voltou a R$ 3,7705, influenciada pela atuação do Banco Central e por expectativas de entradas de recursos no país.

"Segue o tom favorável para ativos de risco", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes.


As bolsas de valores da China tiveram nesta quarta-feira o maior ganho diário em sete semanas, impulsionadas por expectativas de que um canal de negociação entre os mercados acionários de Hong Kong e Shenzhen pode ser lançado antes do fim do ano. Tombos recentes das ações chinesas vêm provocando apreensão com a desaceleração da segunda maior economia do mundo, importante parceiro comercial do Brasil e referência para mercados emergentes.

No Brasil, esse bom humor era parcialmente ofuscado pelo clima de incertezas. Na véspera, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou processo por quebra de decoro contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode resultar em última instância na perda de mandato do parlamentar.


Operadores não descartavam a possibilidade de mais volatilidade no câmbio, em meio ao baixo volume de negócios que vem caracterizando o mercado recentemente. Entre os acontecimentos que podem servir de gatilho para movimentos mais bruscos, destacam a votação na Câmara do projeto que permite a regularização de bens brasileiros não declarados no exterior.

"Toda vez que esse projeto dá um passo para frente, o mercado reage. Parece que o fluxo (de entrada de recursos) vai ser grande", disse a operadora de um banco nacional.

Nesta manhã, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

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