Dólar termina o pregão estável em dia de decisão sobre taxa Selic
Fluxo positivo de recursos externos vindos para o Brasil afetou o resultado
Economia|Do R7, com agências de notícias

A cotação do dólar fechou o pregão desta quarta-feira (28) a R$ 2,2355, com queda de 0,23% em relação à terça-feira.
O resultado aconteceu após fluxos positivos de recursos externos de dólar ao Brasil e após chegar a R$ 2,2480 na máximo do dia.
Também ocorre no dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária) faz a segunda e última reunião para decidir se vai alterar a meta governamental para a taxa Selic, atualmente em 11%.
A queda nos juros dos títulos norte-americanos aumentou a atratividade dos rendimentos oferecidos por papéis brasileiros com o valor atual.
Dólar é a moeda mais segura de todas para se investir
O apetite dos investidores cresceu mesmo com as expectativas de que o Banco Central manterá a taxa básica de juros nesta quarta-feira. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão de dólares (R$ 3,8 bilhões).
Pregão
A moeda estadunidense seguiu pela manhã o comportamento ante outras divisas no exterior e subiu, ainda em meio às especulações sobre o fim dos leilões de swap cambial (prorrogação do recebimento do lucro com dólares investidos que aumenta o ganho dos investidores e mantém a divisa no País), após sinalização do presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, na semana passada.
O dólar passou a cair à tarde ante algumas moedas commodities no exterior e aí houve o registro de entrada de recursos, sobretudo de exportadores que aproveitaram a alta recente para operar câmbio. A queda dos juros de títulos soberanos no exterior também reforçou esse movimento, visto que as taxas domésticas elevadas atraem fluxo.
A expectativa com os dados consolidados do setor público, com divulgação prevista para a próxima sexta-feira (30), também foi citada pelos profissionais nesta tarde.
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O superávit primário do governo é uma das métricas seguidas de perto pelo mercado para acompanhar o controle do governo em suas contas. A meta para o ano é de 1,9% do PIB para o setor público consolidado.
Fluxo cambial
A briga pela formação da Ptax do fim de mês (taxa de câmbio formulada pelo BC) na sexta-feira (23) também contribuiu para o vaivém da moeda.
O Banco Central registrou mais saídas do que entrada de dólares no País até este período. O saldo negativo ficou em US$ 1,476 bilhão (cerca de R$ 3,31 bilhões). Será o segundo mês do ano com saldo negativo, se confirmado até o final de maio. Em fevereiro, o saldo negativo ficou em US$ 1,856 bilhão (cerca de R$ 4,16 bilhões).
Tanto o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) quanto o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registraram saldos negativos até o dia 23, de US$ 506 milhões (cerca de R$ 1,13 bi) e US$ 970 milhões (cerca de R$ 2,16 bi), respectivamente.
O saldo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,365 bilhões (cerca de R$ 3,37 bi) entre janeiro e o dia 23. O fluxo comercial ficou positivo em US$ 2,234 bilhões (cerca de R$ 4,98 bi) e o financeiro, em US$ 1,131 bilhão (cerca de R$ 2,53 bi).
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