Dólar volta a recuar após Datafolha mostrar escalada de Bolsonaro
Nesta quarta, moeda era cotada a R$ 3,84 no meio da manhã após fechar em R$ 3,93 na terça-feira (2). Foi a maior queda diária em três meses e meio
Economia|Giuliana Saringer, do R7, com Reuters

O dólar começou a quarta-feira (3) em queda, cotado em R$ 3,84 às 10h30 — desvalorização de R$ 0,09 na comparação com o dia anterior. A moeda americana fechou em R$ 3,93 na terça-feira (2), registrando a maior queda diária em três meses e meio.
A queda do preço da moeda foi influenciada pelo resultado da pesquisa Datafolha, divulgada na terça-feira (2), que mostra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) como líder das intenções de voto — a preferência do eleitorado passou de 28% para 32%.
Em seguida aparece o candidato Fernando Haddad (PT), com 21% das intenções de voto — o petista havia marcado 22% no estudo anterior.
A cotação representa o valor do dólar comercial, ou seja, aquele utilizado nas negociações do mercado financeiro. O dólar turismo, comprado pelos brasileiros que vão fazer viagens para o exterior, custa alguns centavos mais caro.
A bolsa também reflete a pesquisa eleitoral da véspera. O Ibovespa subia mais de 3% na manhã desta quarta, também influenciado pelo cenário eleitoral. Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 3,78%.
"O Datafolha confirmou o Ibope e isso está trazendo euforia ao mercado... que já começa a precificar a possibilidade de vitória (de Bolsonaro) no primeiro turno", disse a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a Rico Investimentos informou que "o dia começa animado para compradores da Bolsa". Também afirmou que "hoje o Ibovespa futuro abriu subindo forte contra acelerada queda do dólar. É nítido o otimismo gerado pelo fortalecimento de Bolsonaro e enfraquecimento de Haddad nas pesquisas eleitorais".















