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Economia do governo para pagar juros da dívida registra pior resultado em 18 anos

Superávit primário somou R$ 6,937 bilhões no período e Tesouro culpa a queda das receitas

Economia|Da Agência Brasil

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Em maio, resultado, apesar de resultado, foi melhor que o de 2014
Em maio, resultado, apesar de resultado, foi melhor que o de 2014

A economia do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para pagar os juros da dívida pública — chamado de superávit primário — somou R$ 6,937 bilhões de janeiro a maio, informou nesta quinta-feira (25) o Tesouro Nacional. Trata-se do pior resultado para o período desde 1997, quando teve início a série histórica.

Em valores corrigidos pela inflação, o resultado é 15,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.


Em maio, o governo central teve déficit primário de R$ 8,051 bilhões. Apesar de negativo, o resultado apresenta melhora em relação a maio de 2014, quando o déficit tinha alcançado R$ 10,446 bilhões.

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De acordo com o Tesouro Nacional, a queda das receitas foi a principal responsável pelo baixo esforço fiscal. De janeiro a maio, as receitas líquidas caíram 3% em relação aos mesmos meses de 2014 descontada a inflação oficial pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principalmente por causa da queda da arrecadação de tributos divulgada mais cedo pela Receita Federal. Em maio, a arrecadação atingiu o menor nível para o mês desde 2010.

As despesas, no entanto, cresceram apenas 0,2% pelo mesmo critério. A estabilidade está sendo puxada pelos investimentos, que somaram R$ 23,631 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, queda real (descontada a inflação) de 37,2% em relação a 2014. Desse total, os gastos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) somaram R$ 16,731 bilhões, com queda real de 40,5%. Outra despesa que apresentou queda ao considerar a inflação foi o funcionalismo, com redução real de 1,4%.


No entanto, outros tipos de gastos estão subindo em 2015, como o custeio (manutenção da máquina pública), com alta real de 5,9% em 2015, e de subsídios e subvenções, com alta real de 61,2% impulsionada pelos financiamentos do Programa de Sustentação do Investimento, concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As despesas da Previdência Social acumulam alta de 4,8% acima do IPCA em 2015. Segundo o Tesouro, o crescimento real deve-se ao reajuste médio de 8% no valor dos benefícios e ao aumento de 3,1% no número de benefícios pagos.

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