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Efeito do Desenrola 3.0 na economia só será sentido no final de novembro, diz especialista

‘Se retornar para a economia, é ótimo, porque gera a arrecadação de imposto e ajuda o governo a bater a meta’, ressalta Rodrigo Simões

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O programa Desenrola 3.0 permitirá a negociação de até R$ 90 bilhões em dívidas antigas.
  • O governo pagará até 10% das dívidas, enquanto os bancos concederão descontos de no mínimo 90% para as famílias.
  • Rodrigo Simões destaca que o impacto econômico do programa será avaliado no final de novembro.
  • O retorno das dívidas negociadas para a economia pode aumentar a arrecadação de impostos e ajudar o governo a atingir suas metas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (21) que as instituições financeiras poderão negociar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas na terceira fase do programa Desenrola. Os bancos vão ter cinco dias para informar o volume de débitos que pretendem oferecer. Essa etapa é um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixa de renda.

O especialista em contas públicas Rodrigo Simões, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (22), comentou que o alto valor — R$ 90 bilhões — reflete a situação fiscal das famílias e explicou como vai funcionar a ‘parceria’ do governo com as instituições financeiras. “O governo pode pagar no máximo 10%, ou seja, paga R$ 9 bilhões para os bancos, e os bancos concedem, no mínimo, 90% de desconto para as famílias”. A medida, acrescenta Simões, acende um sinal de alerta nos bancos, que podem, inclusive, aumentar os juros do pagador adimplente. Mesmo assim, o especialista vê aspectos positivos no programa do governo.

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“Por outro lado, o governo atua de uma forma para poder apoiar. Apoia a população, dá esse desconto de 90%, o governo acaba assumindo essa parceria junto com as instituições financeiras e tenta abrir espaço no orçamento, ainda desse final de trimestre de 2026, para ver se uma parte desses R$ 81 bilhões, se uma parte disso retorna para a economia. Se retornar para a economia, é ótimo, porque gera a arrecadação de imposto e ajuda o governo a bater a meta.”

Simões afirma que só será possível avaliar o impacto dessa medida no final do mês de novembro, com as datas de final do ano, como Black Friday, Natal e Ano Novo. “Aí a gente pode entender se esse alívio no bolso das famílias refletiu positivamente na economia ou não”.

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