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Eletrobras teve prejuízo bilionário por causa das tarifas menores de luz, diz presidente da estatal

Segundo José Carvalho Neto, companhia preferiu cobrar preço baixo a ter lucro

Economia|Do R7, com Agência Câmara

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O presidente da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras), José da Costa Carvalho Neto, defendeu nesta quarta-feira (14) que a empresa tem priorizado a redução da tarifa de energia elétrica em detrimento de obter lucros. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, Carvalho Neto relatou que, graças a ações tomadas pela Eletrobras (com base na Lei 12.783/13), foi possível uma redução da tarifa média de luz em cerca de 20%.


Ele admitiu que as tarifas brasileiras estavam nos últimos anos entre as mais caras do mundo, mas previu que, até o ano 2030, “o Brasil passe a apresentar uma das menores tarifas de energia elétrica do mundo”. 

A estatal brasileira de energia registrou prejuízos bilionários em 2012 (R$ 6,9 bilhões negativos) e 2013 (R$ 6,287 bilhões negativos), totalizando mais de R$ 13 bilhõesno vermelho.


Segundo o presidente da Eletrobras, os prejuízos foram lançados por causa das negociações com as companhias com concessões vencidas e também por causa de um plano de demissão voluntária promovido no ano passado.

Presidente promete reverter prejuízos da Eletrobras


Carvalho Neto detalhou as medidas que a empresa vem adotando neste ano para evitar que se repitam os prejuízos bilionários.

Além das economias com salários, a conclusão do plano de incentivo ao desligamento, promovido no ano passado, permitiu que a empresa devolvesse uma série de edifícios que estavam alugados devido ao quadro inchado. Até o momento, o programa de demissão voluntária já ocasionou a saída de mais de 4.000 empregados.


A Eletrobras conta ainda, segundo seu presidente, com a ampliação e execução de novos projetos para reverter o quadro. “A Eletrobras vai acrescentar à geração do País mais 13 gigawatts entre 2014 e 2018. Boa parte deles em parceria com a iniciativa privada”, relatou, destacando a construção de usinas hidrelétricas no rio Madeira e de usinas eólicas nos extremos nordeste e sul do Brasil.

Carvalho informou ainda que a empresa tem ampliado seus investimentos no exterior, especialmente em países africanos, como Angola, o que também ajudará a melhorar os balanços das centrais.

A comissão promoveu audiência pública com o presidente da Eletrobras para, segundo o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), discutir a ingerência do governo federal na empresa.

Na opinião do deputado, “a Eletrobras tem sofrido com interferência política. Tem sido usada como braço empresarial para projetos do governo que causaram os atuais desequilíbrios do setor elétrico”.

— Como consequência, seu valor de mercado desabou de R$ 46 bilhões, em 2010, para os atuais R$ 11 bilhões. Uma impressionante queda de 75,89%.

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