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Em ação, Petrobras pede que TST julgue greve de petroleiros abusiva

Para empresa, paralisação foi aprovada sem que as entidades sindicais tenham iniciado qualquer negociação, como estabelece a Lei 

Economia|Do R7

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Greve de petroleiros iniciou dia 1º de fevereiro
Greve de petroleiros iniciou dia 1º de fevereiro

A Petrobras ajuizou no TST (Tribunal Superior do Trabalho) dissídio coletivo de greve para obter a declaração de abusividade da paralisação iniciada pelos petroleiros no dia 1º de fevereiro, informou o TST.

De acordo com o órgão, a empresa aponta que a paralisação foi aprovada sem que as entidades sindicais tenham iniciado qualquer negociação, como exige a Lei de Greve (Lei 7.783/1989), e com acordo coletivo vigente.


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A estatal pede a concessão de "tutela de urgência para sustar a greve ou determinar a manutenção do efetivo mínimo para garantir os serviços em suas unidades operacionais", informa o TST.


O processo foi distribuído ao ministro Ives Gandra. A empresa já havia afirmado, no final de janeiro, quando recebeu o comunicado da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que a greve "não preenchia requisitos legais" e que era "descabida".

Os petroleiros cobram a suspensão das demissões na Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), prevista para começar no dia 14 e que deve afetar mais de mil famílias.


Eles também querem o estabelecimento imediato de um processo de negociação com a empresa, acusada pelos trabalhadores de descumprir itens do Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela direção.

Na terça-feira (4), a FUP informou que no terceiro dia de greve 1.475 mil petroleiros haviam aderido ao movimento, ou 80% do total dos empregados da estatal.

A FUP contabiliza 28 bases envolvidas em 12 Estados. As adesões acontecem principalmente nas refinarias, terminais marítimos e usinas térmicas. Na maioria dessas unidades, não há rendição de turno entre os funcionários.

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