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Em ata, Banco Central projeta taxa de juros em 14,25% ao ano em março de 2025

Diretores defenderam ‘firme compromisso’ de convergência da inflação à meta para justificar a alta da Selic

Economia|Do R7, em Brasília

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Copom divulgou ata nesta terça-feira Divulgação/Banco Central

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (17) a ata da reunião da semana passada, quando aumentou em 1 ponto percentual a taxa de juros.

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No documento, os diretores da autoridade monetária defenderam o “firme compromisso” de convergência da inflação à meta e projetaram mais duas altas similares da taxa Selic nas reuniões de janeiro e março.

Caso as decisões sejam confirmadas, os juros chegarão a 14,25% ao ano em março do ano que vem.

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“O comitê então decidiu, unanimemente, pela elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic e pela comunicação de que, em se confirmando o cenário esperado, antevê ajuste de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, informou o documento.

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A alta é a terceira consecutiva desde setembro, e a maior desde maio de 2022, quando o comitê também tinha aumentado a Selic em 1 ponto percentual. A decisão veio alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação dos juros.

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A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

O desafio da inflação

No comunicado, o Copom afirmou que vê o cenário de inflação “mais desafiador em diversas dimensões”.

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Os diretores citaram um cenário de “atividade resiliente” com dinamismo maior do que esperado, como evidenciado na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, e o aquecimento do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada e queda da taxa de desemprego.

“O ritmo de crescimento do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo indica uma demanda interna crescendo em ritmo bastante intenso, apesar da política monetária contracionista”, diz o texto.

Alta nos preços

O Banco Central também relata que o cenário de inflação de curto prazo “se deteriorou”. A avaliação decorre da alta “significativa” dos preços dos alimentos, em função da inflação das carnes.

“Esse aumento tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira.”

O comunicado também cita o cenário externo “desafiador”, com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes. “Com relação aos Estados Unidos, permanece a incerteza sobre o ritmo da desinflação e da desaceleração da atividade econômica”.

Segundo o Copom, em paralelo a isso, a possibilidade de mudanças na condução da política econômica também traz “adicional incerteza” ao cenário, particularmente com possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho e introdução de tarifas à importação.

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