Emprego com carteira bate recorde e taxa de informalidade é segunda menor já registrada
38,7 milhões de pessoas trabalham na informalidade enquanto 39 milhões tem carteira assinada
Economia|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília
RESUMO DA NOTÍCIA
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A quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor privado bateu recorde no trimestre de abril a junho deste ano, com 39 milhões de pessoas. Esse valor é 0,9% maior que o trimestre anterior e 3,7% a mais que no mesmo período de 2024.
A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,8%, o que representa 38,7 milhões de pessoas. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Mensal e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31).
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Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade do trimestre é a segunda menor já registrada desde o mesmo período de 2020, quando foi 36,6%. Os dados apontam que a informalidade diminuiu mesmo com o crescimento de 2,6% do contingente de trabalhadores sem carteira assinada (13,5 milhões), que foi acompanhada por uma alta de 3,8% no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ (mais 256 mil) na comparação trimestral.
O número de desalentados — pessoas que não buscam emprego, mas gostariam de ter um trabalho e estão disponíveis para trabalhar — no trimestre foi de 2,8 milhões, sendo o menos nível desde 2016. O contingente diminuiu 13,7% se comparado ao primeiro trimestre de 2025, e 14% em relação ao mesmo período de 2024 (3,2 milhões).
Taxa de desocupação
A taxa de desocupação no Brasil — percentual de pessoas sem emprego em relação à força de trabalho do país — alcançou o menor valor da série histórica no trimestre de abril a junho deste ano, com 5,8%. O valor representa uma redução de 1,2 pontos percentuais em relação ao trimestre de janeiro a março (7%), e também uma queda de 1,1 ponto percentual no mesmo período de 2024, que foi de 6,9%.
A taxa de participação na força de trabalho (62,4%), o nível de ocupação (58,8%) e o contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (39 milhões) também foram recordes.
Entre abril e junho, 6,3 milhões de brasileiros estavam desocupados, o que significa um recuo de 17,4% com o trimestre de janeiro a março, que registrou 7,6 milhões (1,3 milhão a menos). Em uma comparação por mesmo período, em 2024 eram 7,4 milhões de desocupados, um recuo de 15,4% e uma redução de 1,1 milhão de pessoas.
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