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Empresas de alumínio pedem proteção da indústria nacional com nova tarifa dos EUA

Medida anunciada por Donald Trump pode elevar a taxação total sobre o aço e o alumínio brasileiros para 35%

Economia|Do R7, em Brasília

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Indústria do alumínio brasileiro se diz preocupada com novas tarifas dos EUA
Indústria do alumínio brasileiro se diz preocupada com novas tarifas dos EUA Shutterstock

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de alumínio reacendeu as tensões comerciais globais e trouxe preocupações ao setor brasileiro do metal. A Abal (Associação Brasileira do Alumínio) manifestou preocupação com os impactos, como o aumento da dificuldade de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano.

Apesar de o Brasil representar menos de 1% das importações de alumínio dos EUA, o país é um parceiro comercial importante, respondendo por 16,8% das exportações brasileiras do metal, o que movimentou US$ 267 milhões em 2024.


A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (10), pode elevar a taxação total sobre o alumínio brasileiro para 35%, caso seja somada à sobretaxa de 10% já vigente desde 2018, conhecida como Seção 232.

A medida ocorre em um contexto de aumento das barreiras comerciais sob a administração Trump, que já havia imposto tarifas sobre aço e alumínio em 2018, alegando questões de segurança nacional. Na ocasião, alguns países, como Canadá, México e Austrália, receberam isenções, mas desta vez o governo americano afirmou que não haverá exceções.


“Apesar de os produtos de alumínio brasileiros terem plena condição de competir em mercados altamente exigentes como o americano, seja pelo aspecto da qualidade ou da sustentabilidade, nossos produtos se tornarão significativamente menos atrativos comercialmente devido à nova sobretaxa”, diz o documento da Abal.

Além disso, a associação alerta para os riscos de desvios de comércio, já que produtos de outros países, excluídos do mercado dos EUA, podem buscar novos destinos, como o Brasil, saturando o mercado interno com preços desleais.


Aumentos dos preços regionais

Outra preocupação é o possível aumento dos preços regionais, especialmente em áreas dependentes de importações, o que poderia alterar as cadeias globais de suprimento e os fluxos comerciais tradicionais.

“Esse cenário reforça a necessidade de ampliarmos as discussões sobre o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e a recalibração da política tarifária nacional, de forma a corrigir distorções no mercado para proteger a indústria nacional contra a concorrência desleal e os impactos adversos provenientes dessa nova reconfiguração internacional”, diz o comunicado.

A entidade diz estar em diálogo com o governo brasileiro para buscar soluções que mitiguem os impactos da medida no curto e médio prazo. O objetivo é garantir um ambiente competitivo para o setor, evitando disrupturas no suprimento de produtos estratégicos para a economia nacional.

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