Inflação

Economia Energia elétrica cara é responsável por mais de um quarto da inflação

Energia elétrica cara é responsável por mais de um quarto da inflação

Bandeiras tarifárias elevaram bastante a conta de luz, de longe a principal culpada pela alta dos preços de 1,16% em setembro

  • Economia | Marcos Rogério Lopes, do R7

Gastos com energia pesam cada vez mais

Gastos com energia pesam cada vez mais

Pixabay

A conta de luz é a principal responsável pela disparada do índice de inflação no país, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro ficou em 1,16%, o maior para o mês em 27 anos. Só a energia, com 6,47% de elevação entre agosto e setembro, representa 26,72% de toda essa alta.

"A energia elétrica teve de longe o maior impacto individual no índice no mês, com 0,31 ponto percentual, acumulando alta de 28,82% em 12 meses”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. A inflação em 12 meses, apesar de elevada, 10,25%, é quase três vezes menor.

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O custo na habitação, que inclui o gasto com energia elétrica, subiu 2,56% no mês e, junto com os itens transportes e alimentação, foi responsável por 86% de toda a inflação de setembro, ou 1 ponto percentual no índice de 1,16%.

A falta de chuvas no país, que ainda persiste, ligou o alerta da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que repassou aos consumidores, por meio das bandeiras tarifárias, os custos pesados das usinas térmicas, que produzem eletricidade mais cara. 

Contas de luz mais altas têm impacto na economia inteira do país, explicam os economistas. Isso porque direta ou indiretamente todos os setores usam energia em alguma fase da produção.

Kislanov observa, por exemplo, que o aumento no preço do frango está diretamente ligado a essa variação.

Como a carne ficou praticamente inacessível a boa parte da população, as aves passaram a ser mais procuradas. A combinação luz nas alturas, alta demanda e ração mais cara elevou o preço do frango inteiro em 4,5% em um mês e o de frango em pedaços em 4,42%.

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