Entenda por que as tensões no Oriente Médio não afetam o preço do combustível no Brasil
Segundo especialista, conexão entre mercados doméstico e internacional tem ficado cada vez menor
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A mesma política brasileira de combustíveis que segurou o preço da gasolina diante das flutuações causadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã impediu que os preços caíssem diante do cessar-fogo. É o que explica o pesquisador Felippe Serigati, da FGV Agro, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (17).
Ele pontua que, desde 2023, a conexão do mercado doméstico de combustíveis derivados do petróleo com o mercado internacional ficou menor. “A gente não tem mais, por exemplo, a Petrobras buscando a paridade do preço de importação da gasolina, do óleo diesel”, diz.

Em vez disso, entre as políticas públicas utilizadas para evitar o reflexo dessa volatilidade internacional no mercado interno estão a suspensão do PIS/Cofins sobre o diesel. “O governo pagou ali uma subvenção, um valor adicional, justamente para que as distribuidoras e refinarias não repassassem para o consumidor final o aumento do custo que elas estavam tendo por trazer essa gasolina.”
Com a retomada dos ataques entre Washington e Teerã, o petróleo voltou a subir, impulsionado pelo novo bloqueio do estreito de Ormuz. No Brasil, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o diesel e a gasolina acumulam alta de 10% e 5%, respectivamente, desde o início da guerra em fevereiro.
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