Análise: taxa de desemprego teve desaceleração, mas não há motivo para comemorar
Períodos contínuos de juros altos devem começar a afetar o mercado, segundo Fernando Agra
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil tinha 5 milhões e 800 mil pessoas desocupadas no trimestre de junho a agosto e terminou o período com a taxa de desemprego em 5,3%, um valor inferior ao de 5,6%, obtido no mesmo trimestre em 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.
O economista Fernando Agra apontou que o preparo para as festas de fim de ano faz com que os setores de construção civil e indústrias aumentem, mas que a vantagem é momentânea: “Não dá para dizer que é uma comemoração essa queda da taxa de desemprego. Ela deu uma desacelerada”. Com a taxa Selic em 13,75%, o especialista prevê que o cenário mudará em breve.
“A gente já observa períodos muito longos de juros altos que o país vem enfrentando. Já começa a provocar um efeito no mercado de trabalho”. O principal mecanismo do Banco Central para combater a inflação, a taxa Selic, eleva o valor das taxas de juros de todo o país. Os valores altos dos últimos meses, entretanto, podem trazer efeitos adversos à economia.
“O crédito fica caro, as pessoas têm dificuldade de honrar seus pagamentos, e pior do que isso é que o spread bancário, que no Brasil é muito alto. [...] Ganha quem aplica no mercado financeiro”, avaliou Agra no Conexão Record News desta terça-feira (29). Em meio às dificuldades, ele lembrou, entretanto: “A gente tem uma economia brasileira resiliente mesmo a tantas adversidades”.
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