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Setor de combustíveis pede rigor técnico em aumento de biodiesel no diesel

Governo quer acelerar alta para 17% na mistura do biocombustível no diesel fóssil

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Entidades do setor de combustíveis pedem rigor técnico no aumento da mistura de biodiesel no diesel.
  • O governo propõe aumentar a mistura de 15% para 17% devido à escassez de diesel e altos preços.
  • As associações afirmam que a qualidade não pode ser flexibilizada em razão de crises de mercado.
  • Reforço para a importância de testes rigorosos e critérios técnicos para a implementação do aumento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entidades enxergam importância dos biocombustíveis para a descarbonização da matriz de transporte no Brasil Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Entidades do setor de combustíveis alertaram nesta quinta-feira (9) que o aumento da mistura do biodiesel no diesel deve seguir rigidez técnica, e que “as crises conjunturais ou a volatilidade no mercado internacional não devem ser utilizadas como fator de simplificação de procedimentos técnicos ou o afrouxamento de requisitos de qualidade”.

Assinada pelas principais associações do setor, como IBP, Abicom, Sindicom, Fecombustíveis, Brasilcom, SindTRR, entre outras, a nota é uma resposta ao desejo do governo de acelerar o aumento de 15% para 17% a mistura do biocombustível no diesel fóssil, como determina a Lei dos Combustíveis do Futuro, para aumentar a oferta de diesel ao mercado em um momento de escassez e preços altos.


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“O Brasil possui frota de veículos a diesel extremamente diversificada e, neste contexto, o respeito ao consumidor final e a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações rigorosas que não podem ser flexibilizadas por fatores de mercado momentâneos”, diz a nota.

As entidades reconhecem que a expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira é uma importante medida para a descarbonização da matriz de transporte no Brasil e apoiada pelos setores, “mas deve ser pautada por critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando uma transição energética viável e segura”.


O grupo reforça ainda que o cumprimento integral da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) exige a comprovação da viabilidade técnica da mistura, com a realização de ensaios abrangentes e transparentes, tanto em bancada quanto em campo, antes de qualquer alteração no mandato.

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