Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina impedem queda da produção industrial em junho
Avanço de 0,1% do setor no fechamento do primeiro semestre foi guiado por apenas seis dos 15 locais investigados, afirma IBGE
Economia|Do R7

A leve alta de 0,1% da produção industrial em junho, na comparação com maio, foi possível com o avanço em apenas seis dos 15 locais investigados, com destaque para as altas apuradas no Espírito Santo (4,6%), no Rio de Janeiro (3,2%) e em Santa Catarina (2,6%), de acordo com dados revelados nesta terça-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Bernardo Almeida, analista da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) Regional afirma que somente nos últimos três meses a produção avançou 7,1% no Espírito Santo. Trata-se da taxa mais alta no estado desde janeiro (18%). “A indústria extrativa, bastante atuante por lá, e o setor de produtos minerais não metálicos foram os principais responsáveis pelo desempenho da indústria capixaba."
Rio de Janeiro ocupou o segundo lugar no ranking de maiores avanços na produção industrial, chegando a 3,2%, taxa mais intensa obtida pela indústria fluminense desde outubro de 2022 (8,4%). Esse resultado interrompe dois meses seguidos de queda, período no qual acumulou perda de 3,1%. O setor extrativo foi a principal influência positiva, seguido por derivados do petróleo e produtos químicos.
Santa Catarina vem na sequência, recuperando-se após o recuo de 1,7% verificado no mês passado. Os setores de alimentos e de vestuário foram os mais influentes na indústria catarinense. A produção da indústria na passagem de maio para junho também cresceu na Bahia (+0,5%), em Goiás (+1,8%) e no Mato Grosso (+2,2%), segundo os números apurados mensalmente pelo IBGE.
Na comparação com junho de 2022, a indústria cresceu 0,3% e as taxas positivas foram verificadas em nove dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado em 12 meses houve variação de 0,1%, com cinco dos 15 locais analisados pela PIM (Pesquisa Industrial Mensal).
“Ao final do primeiro semestre de 2023, vemos uma trajetória bem gradual, com muita cautela na atividade industrial brasileira, consequência das medidas moderadas tomadas pelos produtores. Isso pode ser explicado pela conjuntura econômica, ainda com algumas incertezas que afetam a cadeia produtiva”, destaca Almeida.
Quedas
Maior parque industrial do país, São Paulo teve queda de 2,7% na passagem de maio para junho, anulando a expansão observada no mês passado (2,7%). É o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2023 (3,2%). A indústria no estado vinha de três resultados positivos seguidos, quando acumulou um ganho de 3,6%.
“Os setores que mais impactaram negativamente a indústria paulista foram o de derivados de petróleo, o de indústria farmacêutica e o de veículos automotores”, acrescenta Bernardo. Com a baixa, São Paulo volta a ficar abaixo do patamar pré-pandemia (-2,6%) e está 24,3% aquém do seu nível mais alto, atingido em março de 2011.
Ainda no lado das quedas, Ceará (-6,4%), Região Nordeste (-4,5%), Amazonas (-4,0%) e Paraná (-3,3%) apresentaram as taxas negativas mais expressivas. Os setores de produtos químicos e de metalurgia influenciaram negativamente a produção industrial cearense, que em maio de 2023 havia mostrado crescimento de 1,4%. A queda verificada em junho deste ano é a mais expressiva no Ceará desde outubro de 2022 (-13,4%).















