Estagiário processa Sony por calote e ganha R$ 17 mil
Atraído pela oferta de aprender na empresa, jovem trabalhou quatro meses sem remuneração
Economia|Do R7

Quando aceitou a oportunidade de estágio na Sony, o jovem Chris Jarvis, de 25 anos, foi atraído pela chance de conhecer melhor a visão de negócios da empresa. Ele não esperava, contanto, trabalhar nove horas por dia durante quatro meses — e não receber nada por isso.
O caso foi parar no tribunal e a gigante da tecnologia foi obrigada a pagar ao seu ex-estágiário, formado em design de videogames pela Universidade Norwich (Inglaterra), um total de R$ 16.937 (4.600 libras).
Chris, que trabalho entre setembro e dezembro de 2012 numa filia em Cambridge (Inglaterra) da Sony, comenta que "informou educadamente" a empresa de que ela lhe devia pelo menos um salário minimo diário de R$ 22 (6,19 libras), considerando que ele estava trabalhando como um funcionário efetivo de tempo integral.
— Se eles tivesse m contratado um funcionário efetivo pra fazer o trabalho, teriam de pagar R$ 367 por dia. Mas eles disseram que eu era voluntário e, por isso, não tinha direito à remuneração.
De acordo com as normas do governo britânico, a empresa não é obrigada a pagar salário ao estagiário caso este apenas observe o trabalho dos funcionários. Isnstituições de caridade, trabalho voluntário e órgãos sociais, por sua vez, não precisam pagar funcionários. Contudo, outros tipos de empresa — como a Sony, nesse caso — não podem se recusar a pagar um estagiário que trabalha efetivamente alegando que ele é voluntário.
Com a causa perdida no tribunal, a Sony não só acabou pagando R$ 3.673 (1000 libras) a mais do que seu ex-estagiário havia pedido como também viu o seu pedido de sigilo sobre o caso negado por ele. O resto da história já sabemos.














