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Estimativa da inflação oficial sobe para 6,11% em 2014

Projeção de instituições financeiras para o IPCA subiu pela segunda semana, aponta Focus

Economia|Da Agência Brasil

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A projeção de instituições financeiras para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu pela segunda semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 6,01% para 6,11%. Para 2015, a projeção segue em 5,7%.

Essas são as medianas (que desconsideram os extremos nas projeções) das expectativas de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo BC (Banco Central), sobre os principais indicadores da economia.

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As estimativas estão acima do centro da meta (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

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Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Taxa de Juros

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Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A medida, entretanto, alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

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A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, foi mantida em 11% ao ano. Para o final de 2015, a projeção segue em 12% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano, após passar por oito altas seguidas.

Índice Geral de Preços

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que foi alterada de 6,05% para 6,59%, em 2014. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), a estimativa passou de 6,03% para 6,5%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,5%.

A estimativa da inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) subiu de 5,78% para 5,96%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 1,68% para 1,7%, este ano, e segue em 2%, em 2015.

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