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Estudo de organização da construção civil mostra possíveis impactos de fim da escala 6x1

Levantamento divulgado pela câmara brasileira da indústria do setor fala em alta de custos e efeitos para micro e pequenas empresas

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode aumentar os custos em até 15% na construção civil.
  • A mudança pode elevar o gasto em R$155,6 bilhões anuais e requerer a contratação de 288 mil novos trabalhadores.
  • Micro e pequenas empresas, que representam 98,7% do setor, enfrentam os maiores impactos, pois a mão de obra corresponde a quase 60% dos gastos.
  • A CBIC sugere alternativas para compensar a perda de horas, incluindo redução do ritmo de atividade, contratação de novos trabalhadores ou realização de horas extras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Setor da construção civil atualmente opera com custos acima da inflação, segundo INCC da FGV Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

Uma eventual redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais pode elevar custos dos setores produtivos, segundo pesquisa divulgada pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). O levantamento estima um aumento de até 15% no valor da mão de obra nesse ramo.

O estudo tem como base a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2024 e analisa eventuais impactos da mudança, atualmente em debate no Congresso Nacional. O custo extra para o setor poderia chegar a R$155,6 bilhões por ano ou demandar a contratação de 288 mil trabalhadores, com gasto adicional de R$13,5 bilhões anuais para empresários do ramo.


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O levantamento também afirma que a diminuição do expediente de trabalho tenderia a encarecer em 10% a hora trabalhada e faria a remuneração média desse tempo passar de R$15,01 para R$16,51.

Além disso, o estudo sustenta que o efeito da mudança seria “ainda mais severo” em micro e pequenas empresas, que correspondem a 98,7% dos estabelecimentos desse, e nas construções populares, em que a mão de obra representa quase 60% dos gastos.


Custos acima da inflação

Esse ramo produtivo emprega, atualmente, cerca de 3 milhões de trabalhadores formais, segundo a Cbic, e envolve uma cadeia produtiva de aproximadamente 13 milhões de pessoas — como fornecedores de materiais, de serviços, de máquinas e de equipamentos.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia, é preciso avaliar o tema “de forma técnica”, com base em “dados confiáveis e questões que farão a diferença”. “Como baixa produtividade do trabalhador e falta de mão de obra”, sustenta.


Atualmente, essa área opera com custos acima da inflação. O INCC (Índice Nacional de Custos da Construção), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), apresentou alta de 5,81% nos 12 meses encerrados em janeiro último, com mão de obra 8,93% mais cara.

Alternativas

O estudo da Cbic oferece três alternativas para compensar a perda uma eventual perda de 600 mil horas de trabalho anuais.


A primeira envolveria reduzir o ritmo das atividades do setor da construção civil, sem reposição das horas perdidas. Nesse caso, o impacto se estenderia pelos demais eixos da cadeia produtiva e poderia levar ao atraso de obras em andamento e à redução da oferta de imóveis.

Em um segundo cenário, seria possível a contratação de trabalhadores. Seriam 288 mil celetistas para repor as horas não efetuadas — 111 mil na construção de edifícios, 98 mil em serviços especializados e 79 mil em obras de infraestrutura. O custo adicional seria de R$9,9 bilhões por ano, segundo a Cbic.

Por fim, o texto levanta a possibilidade do pagamento de horas extras. Com o adicional legal de 50%, o custo chegaria a R$14,8 bilhões por ano, o qual poderia ser maior, devido aos encargos trabalhistas básicos. Assim, o valor da mão de obra teria chance de aumentar 15% em relação ao patamar atual.

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