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EUA ganham da China disputa na OMC sobre subsídios; decisão afeta Índia

Economia|Do R7

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GENEBRA (Reuters) - Os Estados Unidos venceram uma disputa contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quinta-feira, depois de contestarem o suporte de preços da China a grãos, desafiando um método de cálculo semelhante ao utilizado pela Índia.

Um painel da OMC concordou com a queixa dos EUA de que a China pagou muito aos agricultores pelo trigo e arroz, entre 2012 e 2015, embora um questionado subsídio ao milho já tivesse expirado antes do início da disputa.

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"O suporte excessivo da China limita oportunidades para que agricultores dos EUA exportem seus produtos de classe mundial para a China", afirmou em comunicado Robert Lightizer, representante de Comércio norte-americano. "Esperamos que a China cumpra rapidamente com suas obrigações na OMC."

O escritório do representante comercial registrou a reclamação em setembro de 2016, apontando que a China havia pago a agricultores cerca de 100 bilhões de dólares a mais do que o permitido pelas regras da OMC, o que gerou um incentivo artificial para que agricultores produzissem mais, reduzindo preços globais.

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O acordo de adesão da China à OMC permite subsídios que distorçam o mercado de até 8,5 por cento do valor total da produção.

A China argumentou que não estava violando o limite porque apenas os grãos adquiridos pelo governo deveriam ser contabilizados como subsídios. Os EUA obtiveram sucesso argumentando que compras estatais a um preço garantido elevaram todo o mercado.

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A decisão, da qual a China pode recorrer, pode ter ramificações para a Índia, que fez argumentos semelhantes aos chineses.

Em uma reunião do comitê agrícola da OMC na quarta-feira, os EUA e o Canadá rejeitaram a alegação da Índia de que seu suporte ao preço no mercado foi de 1,5 por cento do valor de produção, afirmando que foi, na verdade, de 31 a 85 por cento, muito acima dos limites permitidos.

(Por Tom Miles)

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