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Greve das três grandes montadoras de carros nos EUA pode expandir

Sindicato americano iniciou o movimento na sexta-feira (15) e chegou a exigir aumento salarial de 40%

Economia|Do R7

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O UAW (United Auto Workers), sindicato que representa os empregados das montadoras dos Estados Unidos, disse que convocará greves em mais fábricas se Ford, General Motors e Stellantis não conseguirem fazer "progressos sérios" em direção a um acordo até sexta-feira (22), segundo alertou o líder da entidade, Shawn Fain, na noite de segunda-feira.

A greve organizada pelo UAW, que entra no seu quinto dia, começou nas primeiras horas da manhã de sexta-feira com paralisações em três instalações, uma em cada fabricante de automóveis.

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Os trabalhadores estão atualmente em greve nas unidades da GM em Wentzville, no Missouri, no complexo de montagem de Jeep da Stellantis em Toledo, Ohio, e em departamentos selecionados de fábrica de montagem da Ford, perto de Detroit.

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Fain disse que o sindicato convocará mais membros para aderirem à greve, a menos que haja um avanço nas negociações até sexta-feira.

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"Os trabalhadores do setor automotivo esperaram o suficiente para acertar as coisas nas três grandes (montadoras). Não estamos esperando e não estamos brincando. Portanto, meio-dia de sexta-feira, dia 22 de setembro, é um novo prazo", disse ele em um vídeo divulgado online.

As ações da Ford e da GM apontaram alta de 2,19% e de 2,11% perto das 14h40 (horário de Brasília), enquanto as da Stellantis subiam 2,38% no mesmo horário, após recuaram na sessão de segunda-feira.

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Fain rejeitou a oferta da Stellantis de um aumento salarial de 21%, em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS.

A demanda inicial do UAW era de aumentos de 40%, proteção no emprego, semana de trabalho de 32 horas e melhora dos benefícios para aposentados. No domingo, Fain citou que os presidentes das montadoras de veículos tiveram aumentos salariais de 40% nos últimos quatro anos e que isso seria a razão pela qual os trabalhadores mereciam reajuste similar.

As montadoras responderam às greves com demissões temporárias. A Ford anunciou na sexta-feira que demitiu temporariamente cerca de 600 trabalhadores não grevistas em sua fábrica em Michigan.

A General Motors disse que cerca de 2.000 trabalhadores em sua fábrica de Fairfax Assembly, no Kansas, podem ficar desempregados esta semana, até que a produção seja retomada.

Trabalhadores de três grandes montadoras entram em greve nos Estados Unidos

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