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Ex-presidente da Braskem é preso nos EUA por acusações de corrupção

José Carlos Grubisich foi acusado de conspiração por violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA e por conspiração para lavar dinheiro

Economia|Do R7

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Grubisich foi detido no aeroporto John F. Kennedy
Grubisich foi detido no aeroporto John F. Kennedy

O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi preso nesta quarta-feira (20) em Nova York por acusações federais de corrupção, informou uma autoridade norte-americana.

Grubisich foi acusado de conspiração por violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA e por conspiração para lavagem de dinheiro, de acordo com uma fonte, que pediu anonimato porque não estava autorizada a discutir o caso publicamente.

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Leia mais: Petrobras recebe mais R$ 265 milhões por acordo da Braskem

O executivo foi preso no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, disse a autoridade, e deve ser apresentado no tribunal federal do Brooklyn no fim do dia.

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Um advogado de Grubisich não pôde ser encontrado imediatamente para comentar a prisão.

Grubisich liderou a Braskem entre 2002 e 2008 e ocupou vários cargos na construtora Odebrecht, principal acionista da companhia. Mais tarde, ele se tornou presidente-executivo da fabricante de celulose Eldorado Brasil, de onde ele saiu em 2017.

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Na acusação, os promotores disseram que Grubisich e outros funcionários da Braskem e da Odebrecht participaram de uma conspiração para desviar cerca de US$ 250 milhões para um fundo secreto, que foi usado em parte para subornar funcionários. O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014, de acordo com o indiciamento.

Como presidente da Braskem, Grubisich teria ajudado a encobrir o esquema, falsificando os livros da empresa e assinando certificações falsas à reguladora do mercado de capitais nos EUA, SEC, disseram os promotores.

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Os promotores disseram ainda, no processo judicial, que Grubisich não deveria ser libertado sob fiança porque ele apresenta alto risco de fugir dos EUA.

Braskem e Odebrecht concordaram em 2016 em pagar um total combinado de 3,5 bilhões de dólares em um acordo com autoridades dos EUA, Brasil e Suíça para resolverem as acusações de suborno.

O Departamento de Justiça dos EUA disse na época que cerca de US$ 2,6 bilhões viriam da Odebrecht e US$ 957 milhões da Braskem, e que a maior parte do dinheiro seria destinado ao Brasil.

Tanto a Braskem quanto a Odebrecht se declararam culpadas de acusações criminais norte-americanas como parte do acordo, que emergiu da operação Lava Jato.

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