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Falta de infraestrutura e qualificação profissional são desafios para novo mandato de Dilma

Estudo da The Economist aponta PIB médio de 2,5% e inflação acima da meta nos próximos anos

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Presidente reeleita caminha pelo Palácio da Alvorada: segundo mandato será de grades desafios
Presidente reeleita caminha pelo Palácio da Alvorada: segundo mandato será de grades desafios

O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) deve ser repleto de desafios para a economia, de acordo com um estudo realizado pela unidade de inteligência do grupo responsável pela revista The Economist. A publicação britânica, que endossou a candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Palácio do Planalto, divulgou nesta quarta-feira (29), em São Paulo, uma avaliação sobre os desafios econômicos do País para o próximo mandato presidencial.

Segundo o estudo, os impostos, o mercado de trabalho e a infraestrutura representam um freio de mão para os investidores na hora de fazer negócios no País. Com isso, a perspectiva de crescimento para este ano não passa de 0,4%.


Para os anos do novo governo, entre 2015 e 2018, o crescimento do País deve ser de, em média, 2,5% ao ano. A inflação, segundo os dados, deve seguir acima do centro da meta de 4,5% até o final da segunda gestão da presidente. 

De acordo com o levantamento, se alguns preços — como o do combustível e da energia — não estivessem controlados, o índice de preços que estourou a meta nos últimos dois meses estaria ainda mais alto. 


Apesar dos resultados, a diretora regional na América Latina e no Caribe, Irene Mia, avalia que, pelos indicadores econômicos levantados, o nível de investimentos no País deve seguir estável pelos próximos anos com o anúncio do novo grupo de governo da presidente.

— Se a gente olhar somente para os indicadores econômicos, eles não são tão ruins assim. A percepção vai ser muito mais sentida se o governo disser que não vai mudar a política econômica.


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Irene também questionou durante seu pronunciamento o slogan “Governo Novo, Ideias Novas”, utilizado por Dilma Rousseff durante sua campanha de reeleição.


Atração de investimento

O estudo do grupo colocou o Brasil na 43ª posição no ranking de desenvolvimento, no qual foram avaliados 82 países. Entre os dez indicadores listados pela pesquisa, os impostos, o mercado de trabalho e a infraestrutura aparecem na lista de problemas para os investidores quando fazem negócios no País.

Por outro lado, entre os fatores positivos citados pelo levantamento estão o financiamento, as oportunidades de trabalho e a política para o investimento estrangeiro.

Em uma comparação entre Brasil e a China — principal alvo dos investidores —, o País só levou a melhor no quesito “oportunidades de trabalho”, o que não foi considerado surpreendente.

Mercado de trabalho

Listado como um dos fatores que distanciam os investidores do Brasil, o mercado de trabalho tem como principal vilão a falta de mão de obra qualificada, segundo Irene.

— 92% das empresas brasileiras têm dificuldade na hora de contratar um profissional devidamente qualificado.

Em maio aos setores listados pela diretora para o fraco desempenho do mercado de trabalho no País aparecem a construção civil e a metalurgia.

Entre as posições com maior dificuldade de encontrar trabalhadores estão os técnicos, engenheiros mecânicos, gerentes de projetos e operadores de produção. 

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