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Fase um do acordo EUA-CHINA vai expandir exportações norte-americanas, diz representante comercial dos EUA

Economia|Do R7

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Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - A fase um do acordo EUA-China vai quase dobrar as exportações dos Estados Unidos para a China ao longo dos próximos dois anos e já está totalmente concluída apesar da necessidade de traduções e revisões do seu texto, afirmou o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, neste domingo.

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Lighthizer, falando ao programa "Face the Nation" da CBS, disse que haverá alguns retoques de rotina ao texto, mas que "isso está totalmente concluído".

Ele disse que a data e o local para a assinatura formal do acordo com autoridades dos dois países ainda estão sendo definidos.

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O acordo, anunciado na sexta-feira depois de mais de dois anos e meio de negociações, com interrupções, entre Washington e Pequim, vai reduzir algumas tarifas dos EUA sobre bens chineses em troca de um aumento de cerca de 200 bilhões de dólares das compras chinesas de bens agrícolas, industriais e de energia americanos.

A China também se comprometeu no acordo a proteger melhor a propriedade intelectual dos EUA, a conter a transferência coercitiva de tecnologia americana para empresas chinesas, a abrir seu mercado de serviços financeiros a firmas dos EUA e a evitar a manipulação do seu câmbio.

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As compras chinesas anuais de produtos agrícolas devem aumentar para 40 bilhões de dólares a 50 bilhões de dólares ao longo dos próximos dois anos. Os EUA exportaram cerca de 24 bilhões de dólares em produtos agrícolas para a China em 2017, último ano completo antes de as duas maiores economias do mundo darem início a uma guerra de tarifas.

Mas Lighthizer disse que o sucesso do acordo dependerá das decisões de autoridades em Pequim.

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"Em última instância, o funcionamento desse acordo vai ser determinado por quem está tomando as decisões na China, não nos Estados Unidos", disse Lighthizer. "Se os linhas-duras estão tomando as decisões, teremos um resultado, se os reformistas estão tomando as decisões, que é o que nós torcemos, então teremos outro resultado."

Ele disse que o acordo não vai resolver todos os problemas entre os Estados Unidos e a China porque integrar a economia dominada pelo Estado da China com o sistema americano liderado pelo setor privado levará anos.

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