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Fed mantém juros e sinaliza que cortes são possíveis este ano

Banco Central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros inalterada na faixa entre 2,25% e 2,5% ao ano

Economia|Do R7

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Fed diz que "irá agir de forma apropriada"
Fed diz que "irá agir de forma apropriada"

O Federal Reserve deixou a taxa de juros inalterada nesta quarta-feira (19) mas sinalizou possíveis cortes de até 0,5 ponto percentual durante o restante do ano, ao responder à maior incerteza econômica e à queda na inflação esperada.

O banco central dos Estados Unidos disse que "irá agir de forma apropriada" para sustentar a expansão econômica conforme ela se aproxima da marca de 10 anos e retirou a promessa de ser "paciente" ao ajustar os juros. Quase metade de seus membros mostra agora disposição para reduzir os custos de empréstimos ao longo dos próximos seis meses.

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Enquanto as novas projeções econômicas mostraram que as visões de crescimento e desemprego das autoridades foram praticamente mantidas, eles projetaram inflação de apenas 1,5% no ano, ante 1,8% projetado em março.

Eles acreditam ainda que a meta de inflação de 2% não será alcançada no próximo ano também.

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Sete dos 17 membros disseram esperar que seja apropriado cortar os juros em 0,5 ponto percentual até o fim de 2019, e um oitavo viu redução de 0,25 ponto como apropriado.

Isso não foi suficiente para mudar a mediana da projeção de juros do Fed, que as autoridades estimaram que permanecerá na faixa entre 2,25% e 2,5% pelo resto do ano.

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Mas ainda assim representa uma significativa mudança nas visões do Fed. Parece que muitos, talvez a maioria, dos membros reduziram sua perspectiva para os juros em um ponto percentual. Apenas uma autoridade continua a ver alta dos juros como provável em 2019.

A taxa de juros de longo prazo, medida para a situação da economia no longo prazo, foi reduzida a 2,5%, ante 2,8%.

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Junto com as mudanças no comunicado, as projeções desta quarta-feira abrem a porta para o banco central reduzir os juros no curto prazo se a economia enfraquecer, ou se as disputas comerciais dos EUA com a China e outros países se intensificarem.

O Fed continuou a considerar o mercado de trabalho como "forte" e disse que a "expansão sustentada da atividade econômica" e eventual aumento da inflação ainda são "os resultados mais prováveis". A queda na inflação, entretanto, foi um golpe para o banco central, que espera alcançar sua meta em algum momento do próximo ano.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que já havia defendido corte dos juros, foi o dissidente na decisão de política monetária desta quarta-feira.

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