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Fed mantém juros, mas sólido crescimento econômico indica alta da taxa em dezembro

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve os juros na faixa de 1 a 1,25 por cento nesta quarta-feira e ressaltou o sólido crescimento econômico do país e o fortalecimento no mercado de trabalho, enquanto minimizou o impacto dos recentes furacões, sinal de que está no caminho para aumentar a taxa em dezembro.

O Fed reconheceu que a inflação continuava baixa, mas não reduziu sua avaliação sobre as expectativas sobre os preços, ao mesmo tempo em que notou que a taxa de desemprego do país havia caído ainda mais.

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"O mercado de trabalho continuou a se fortalecer e... a atividade econômica tem crescido com ritmo sólido apesar de interrupções relacionadas aos furacões", informou o Fed em comunicado.

O Fed aumentou os juros duas vezes este ano e atualmente prevê outra alta em dezembro como parte do ciclo de aperto que começou no final de 2015.

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Os investidores estavam amplamente focados em quem será responsável pela política monetária no final do primeiro mandato da atual chair do Fed, Janet Yellen, em fevereiro de 2018.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá anunciar na quinta-feira a indicação do atual diretor do Fed Jerome Powell, um centrista de fala mansa que apoiou a abordagem gradual de Yellen para elevar as taxas.

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REDUÇÃO NO BALANÇO

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O tom encorajador da decisão de agora ressaltou que o banco central está preparado para outro impulso em sua taxa de empréstimo de referência.

As autoridades do Fed foram influenciadas nos últimos meses por uma economia global e doméstica mais forte e maior aperto no mercado de trabalho dos EUA, embora estejam divididos quanto às causas e duração da atual fraqueza da inflação.

A medida de inflação preferida do Fed está em 1,3 por cento após recuar mais da meta de 2 por cento durante a maior parte do ano.

Ainda assim, Yellen e outras importantes autoridades disseram que o Fed espera continuar aumentando gradualmente as taxas, dada a força da economia no geral. Em sua declaração, o Fed reiterou que espera que a inflação volte a subir à meta no médio prazo.

As condições financeiras dos EUA permanecem amplas, fortalecendo o argumento de que outro aumento da taxa não retardaria o crescimento. O governo informou na semana passada que a economia cresceu à taxa anual de 3 por cento no terceiro trimestre.

Uma queda na contratação em setembro também foi descartada como uma explosão causada pelo deslocamento temporário de trabalhadores devido a furacões Harvey e Irma. O relatório de empregos mostra os salários crescendo em ritmo crescente e a taxa de desemprego caindo para a mínima de mais de 16 anos e meio, a 4,2 por cento.

O Fed informo ainda que a redução planejada de 4,5 trilhões de dólares no balanço patrimonial, que começou em outubro, prosseguia.

Não houve nenhuma dissidência na decisão do Fed. O banco central realizará sua última reunião do ano nos dias 12 e 13 de dezembro.

(Por Lindsay Dunsmuir e Howard Schneider)

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