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Fed sinaliza que pode elevar os juros nos EUA em dezembro

Economia|Do R7

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Por Lindsay Dunsmuir e Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve os juros perto de zero nesta quarta-feira, mas minimizou os ventos contrários da economia global e, em uma referência direta a sua próxima reunião, colocou a alta de juros em dezembro fortemente em cena.

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Investidores esperavam que o Fed mantivesse a taxa de juros, mas a referência aberta a dezembro veio como uma surpresa.

O banco central também menosprezou as recentes turbulências nos mercados financeiros globais e disse que o mercado de trabalho dos EUA está se recuperando, apesar de um ritmo mais lento de crescimento do emprego.

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"Ao determinar se será apropriado elevar o intervalo da meta em sua próxima reunião, o comitê vai avaliar o progresso --tanto o alcançado como o esperado-- rumo aos seus objetivos de pleno emprego e inflação de 2 por cento", disse o Fed em um comunicado após sua reunião de dois dias.

Os investidores rapidamente mudaram suas expectativas em relação a uma alta em dezembro, com os contratos de juros futuros mostrando aumento das chances de uma ação este ano para 43 por cento, ante 34 por cento antes do comunicado.

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"É uma tentativa sutil de gentilmente empurrar o mercado para esse direção, mas sem fazer de maneira muito intensa que levaria a um aperto das condições financeiras mais amplas", disse a economista-chefe para os EUA do Société Générale, Aneta Markowska.

"Ao especificamente se referir a essa reunião, eles basicamente estão testando um pouco o terreno, sem alarmar o mercado", disse a economista.

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O dólar subiu fortemente e os rendimentos dos títulos públicos dos EUA avançaram em uma antecipação de política monetária mais restrita, após o comunicado do Fed. O mercado acionário dos EUA anulou os ganhos, mas voltou a subir posteriormente.

Além de observar o ritmo mais lento de crescimento do emprego nos EUA e uma estabilidade na taxa de desemprego, o Fed repetiu sua visão de que a subutilização da mão de obra tem diminuído.

"O comitê continua a ver riscos à perspectiva para a atividade econômica e para o mercado de trabalho como quase equilibrados", disse o Fed em seu comunicado. A autoridade monetária acrescentou que a economia norte-americana tem se expandido a um ritmo moderado.

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DISCÓRDIA

A maioria dos membros do Fed tem dito que espera aumentar a taxa de juros em 2015, mas dois discordaram da chair Janet Yellen neste mês, questionando sua visão de que a força do mercado de trabalho vai impulsionar a inflação e aquecer a economia.

Eles pediram cautela ao invés de uma alta dos juros, argumentando que o enfraquecimento global poderia comprometer o crescimento econômico dos EUA e manter a inflação muito baixa.

O Fed tem tido dificuldades para convencer os investidores de que uma alta dos juros é iminente. Antes da decisão desta quarta-feira, os mercados financeiros não viam chance alguma de uma elevação dos juros nesta semana. Uma pequena maioria de economistas pesquisados pela Reuters este mês previam um aumento de juros em dezembro.

O principal entrave tem sido o fato de que o crescimento econômico norte-americano continuar pouco vigoroso e a inflação baixa, apesar da queda no desemprego.

Em seu comunicado, o Fed repetiu que quer estar "razoavelmente confiante" de que a inflação baixa vai subir para a meta de 2 por cento.

O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, votou contra a decisão pela segunda reunião consecutiva.

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