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FGV: continuidade da melhoria da confiança do consumidor dependerá de medidas

Economia|Do R7

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A sustentação da confiança do consumidor após o avanço de 3,5 pontos em maio ante abril vai depender das medidas adotadas pelo governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), avaliou nesta terça-feira, 24, a economista Viviane Seda, coordenadora da Sondagem do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Por enquanto, a euforia das famílias com o futuro da economia e até do emprego pode acabar apenas no plano das expectativas, alertou. "A continuidade da melhoria (da confiança) vai depender muito do que vai acontecer nos próximos meses", frisou Viviane.

Hoje, a FGV anunciou que a melhora da confiança do consumidor foi puxada pelo maior otimismo das famílias com a economia nos próximos seis meses. Esse indicador avançou 14,4 pontos, para 100,4 pontos. Além disso, a perspectiva para emprego subiu 13,9 pontos, para 88,8 pontos, o maior nível desde outubro de 2014.

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Viviane ponderou que se sabe que "as coisas não acontecem nessa rapidez". "Temos de relativizar os resultados", disse, acrescentando que "a situação não se reverte tão rápido assim e que não há sinal de que haverá aquecimento da economia no curto prazo".

Alguns indícios de que o aumento da confiança neste mês foi mais subjetivo são que a percepção sobre a economia atual continua ruim, a confiança segue abaixo dos 100 pontos (um cenário desfavorável) e as avaliações sobre a situação financeira e sobre a intenção de compra de bens duráveis tiveram avanços mais moderados.

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Os sinais da economia real estão ainda mais duros. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em 12 meses ficou em 9,62% em maio, bem longe do teto da meta perseguida pelo governo (6,5%). O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial. A taxa de desemprego, por sua vez, atingiu 10,9% no primeiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e especialistas dizem que a tendência é aumentar ainda mais até o fim do ano.

"Isso (euforia) normalmente acontece, é um período que as pessoas chamam de lua-de-mel. Mas ainda é muito cedo. Quando a sondagem foi feita, não havia nenhuma medida do governo."

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