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Fusões e aquisições ganham força no Brasil durante o 3º trimestre

Companhias anunciaram acordos avaliados em R$ 57,26 bi entre 1º de julho e 30 de setembro

Economia|Do R7

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Cerca de 136 acordos foram anunciados durante o 3º trimestre,
Cerca de 136 acordos foram anunciados durante o 3º trimestre,

As fusões e aquisições ganharam força no terceiro trimestre no Brasil apesar do aumento dos riscos econômicos e políticos, enquanto companhias estrangeiras e empresas de private equity buscam ativos para aproveitar o potencial de longo prazo do País.

Companhias anunciaram acordos avaliados em R$ 57,26 bilhões (US$ 23,26 bilhões) no Brasil entre 1º de julho e 30 de setembro, alta de 76% na comparação com os R$ 32,57 bilhões (US$ 13,23 bilhões) no trimestre anterior, segundo dados preliminares da Thomson Reuters sobre fusões e aquisições divulgados nesta quarta-feira (1º). Cerca de 136 acordos foram anunciados durante o terceiro trimestre, acima dos 120 dos três meses anteriores.


A alta dos acordos ocorre enquanto a tensão aumenta antes da mais imprevisível eleição presidencial em 12 anos. As especulações do mês passado segundo as quais a presidente Dilma Rousseff poderia perder para candidatos mais próximos do mercado levou a uma alta da bolsa que foi invertida quando ela superou rivais nos últimos dias.

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Compradores estratégicos deixaram a cautela de lado e aumentaram sua exposição ao Brasil para adquirir um ativo específico ou surfar em uma economia com ampla base de consumidores. Empresas como GP Investments e fundos soberanos internacionais como o de Singapura GIC ficaram à espreita, de olho em alvos de setores como turismo e educação.


"Todos os players, locais e estrangeiros, estratégicos ou financeiros, sabem que o Brasil faz sentido para seus planos de negócio", disse Fernando Iunes, diretor do banco de investimento Itaú BBA.

A crescente atividade em acordos de grande complexidade como separações de unidades, saída da bolsa e reestruturação de dívidas levou o Credit Suisse e o Itaú BBA à liderança dos rankings em termos de valor e número de acordos, respectivamente. Fontes da indústria financeira esperam mais anúncios assim que o barulho relacionado à eleição parar.


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No entanto, o fluxo de acordos no acumulado do ano, sob impacto da recessão, da redução da confiança e das incertezas políticas, que atrasaram a conclusão de alguns negócios. O número de transações caiu para 375, de 452 um ano antes, apesar do volume financeiro ter subido 46%, para US$ 50,24 bilhões, segundo o levantamento.

O Rothschild ficou em primeiro em termos de volume financeiro nos primeiros nove meses, depois de atuar em 13 acordos avaliados em US$ 23,26 bilhões, como a compra da operadora de banda larga GVT pela Telefónica, por US$ 9,83 bilhões, e dos ativos de laticínios da BRF pela Lactalis, por US$ 233 milhões.

Devido a razões técnicas, o Itaú BBA só receberá em outubro crédito por seu papel como assessor da operação Telefónica-GVT, a maior operação de fusão e aquisição deste ano.

Quatro anos de estagnação econômica e desvalorização da moeda estão derrubando o preço dos ativos, elevando o apelo de alvos de aquisição e fazendo as ofertas convergirem.

"As bem sucedidas conclusões de acordos que vimos recentemente indicam que a diferença de preços vai cair ainda mais", disse Luiz Muniz, diretor de América Latina do banco de investimento Rothschild.

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