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Gasolina com mais etanol: risco de corrosão é maior em veículos antigos, diz especialista

Professor destaca sinais que o carro pode dar em caso de desgaste

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O percentual de etanol na gasolina aumentou de 30% para 32%, válido por 180 dias prorrogáveis.
  • Especialistas alertam que veículos antigos são mais suscetíveis a danos devido à corrosão causada pelo etanol.
  • Motoristas devem ficar atentos a sinais de problemas, como dificuldades na partida e fumaça no escapamento.
  • O Ministério Público Federal entrou com ação para suspender o aumento, alegando falta de estudos conclusivos sobre impactos ambientais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O percentual de etanol na gasolina passa de 30% para 32% a partir deste sábado (1º). No entanto, a mudança, que vale por 180 dias prorrogáveis, tem causado alguns questionamentos nos motoristas. O risco de desgaste ao motor dos veículos é uma das maiores preocupações.

Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de engenharia química Rogério Machado destaca que a ameaça é maior para os veículos antigos. “Nunca se deve esquecer que o etanol, o álcool etílico, é um desidratante. [...] Então há o desgaste de peças, de partes do equipamento, onde essa desidratação pode gerar até a corrosão por causa da água também que vem junto”, afirma.


Um bico de abastecimento de combustível é inserido em um tanque de um veículo, que é de cor branca
MPF entrou com pedido de suspensão da mistura Reprodução/Record News

Mas, antes de ser tarde demais, existem alguns sinais que o carro dá em caso de dano. O especialista alerta que, diante de qualquer diferença notada já durante a partida do veículo, o motorista deve ir à revisão. Além de o carro não pegar, ele pode apresentar problemas com o escapamento, como saída de fumaça.

Diante dos questionamentos em relação à medida, o MPF (Ministério Público Federal) entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão do aumento da mistura, sob argumento de que os testes não foram feitos de forma conclusiva, considerando impactos ambientais.


Machado concorda: “Não temos estudos a ponto de ser precisos em cima disso. Esse é o erro que eu acho que está acontecendo: está havendo tanta polêmica, até judicial. Você não pode ir mexendo no carro a torto e a direito. Como trabalhar com isso é uma coisa muito complicada, muito difícil.”

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