Por que o mercado financeiro ‘se animou’ com o resultado do primeiro turno?
Especialista analisa como as expectativas em torno de Lula e Flávio Bolsonaro afetam a confiança dos investidores externos
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O dólar seguiu abaixo de R$ 5 pelo segundo dia consecutivo. Nesta terça-feira (6), a cotação da moeda abriu em R$ 4,97. O cenário político após os resultados do primeiro turno atraiu investidores e fez com que a Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, chegasse aos 208 mil pontos. No Conexão Record News, o especialista em contas públicas Daniel Teles explicou o que anima os acionistas.
“O investidor estrangeiro [...] olhava para a nossa bolsa sabendo que tinha ativos baratos, ou seja, as nossas empresas estavam baratas, [...] operando bem, mas existia uma desconfiança muito grande com o que se chama de responsabilidade fiscal. Mais quatro anos do governo do PT poderiam fazer com que os gastos públicos, o aumento da dívida pública, o número de subsídios, isso pudesse aumentar”, apontou Teles.
Com as urnas apuradas e com Flávio Bolsonaro na frente por 2.228.340 votos, as perspectivas para que o candidato vença o segundo turno e possivelmente estabeleça uma exigência fiscal maior aumentaram a confiança dos investidores. O especialista lembrou, entretanto, que o cenário nem sempre foi assim.
“Quando o próprio nome do Flávio foi anunciado, foi um dia muito ruim para o mercado, porque naquele momento muita gente [...] acreditava que o nome mais forte para poder bater de frente com o Lula era Tarcísio”, mencionou o especialista sobre os cenários voláteis que marcam a política brasileira e o mercado financeiro.
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