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Gol tem prejuízo de R$1,3 bi no 2º tri, pressionado por câmbio

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Gol informou nesta quinta-feira que registrou prejuízo líquido depois da participação minoritária de 1,326 bilhão de reais, um aumento de 177,6 por cento em relação à perda verificada um ano antes, pressionado pela variação cambial que pesou sobre o resultado financeiro do período.

Antes da participação de minoritários, o prejuízo líquido somou 1,272 bilhão de reais no período de abril a junho, um aumento de mais de 200 por cento em relação à perda de 409,5 milhões de reais um ano antes, com margem líquida negativa de 54 por cento.

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A margem líquida após a diluição dos minoritários ficou negativa 56,3 por cento.

O resultado financeiro ficou negativo em 1,261 bilhão de reais no segundo trimestre, pressionado principalmente pela perda com a variação cambial e monetária de 1 bilhão de reais. Um ano antes, o resultado financeiro foi negativo em 425,3 milhões de reais.

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A receita operacional líquida do segundo trimestre subiu 9 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, somando 2,354 bilhões de reais.

O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros e impostos (Ebit) somou 42,8 milhões de reais no período, alta de 92,7 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

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"A tradicional baixa temporada em viagens aéreas no Brasil foi particularmente desafiadora pela apreciação acelerada do dólar americano frente ao real e pela ruptura no equilíbrio de oferta da indústria que impactou a demanda do transporte aéreo", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, em comunicado sobre do balanço trimestral.

Com o resultado do segundo trimestre, a Gol elevou sua estimativa para a despesa financeira líquida em 2018 para cerca de 800 milhões de reais, ante cerca de 650 milhões de reais na previsão anterior. Para 2019, a projeção foi mantida em cerca de 500 milhões de reais.

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A Gol manteve a estimativa de crescimento da oferta total entre 1 por cento e 2 por cento este ano e entre 5 e 10 por cento em 2019.

A projeção para margem operacional (Ebit) para este ano foi mantida em cerca de 11 por cento. No entanto, para o próximo ano, a estimativa foi revisada para cerca de 12 por cento, ante cerca de 13 por cento.

A companhia aérea revisou ainda suas projeções para o resultado por ação diluído, prevendo agora para 2018 prejuízo entre 1,20 real e 1 real, ante estimativa anterior de lucro de 0,90 real a 1,10 real. Para 2019, a estimativa é de lucro entre 1,50 real e 1,90 real, ante projeção anterior de ganho entre 1,70 real e 2,30 real.

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(Por Flavia Bohone)

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