Governo central economiza, em 2013, R$ 75 bi para pagar juros da dívida
Guido Mantega comemora resultado e diz que fez "um pouco a mais" que compromisso assumido
Economia|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta sexta-feira (3), que o governo central economizou, em 2013, cerca de R$ 75 bilhões para pagar os juros da dívida pública. O resultado, chamado de superávit primário, equivale a 1,5% do total de riquezas do País, o PIB (Produto Interno Bruto).
O anúncio foi feito por Mantega na sede do ministério, em Brasília. Ele fez questão de ressaltar que a economia é superior à meta do governo. Segundo Mantega, o objetivo era fazer um superávit primário de R$ 73 bilhões.
— Eu vou começar o ano dando boas notícias do ponto de vista fiscal. O governo central cumpriu o compromisso de fazer um superávit primário acima de R$ 73 bilhões para o ano de 2013. Na verdade nós fizemos um pouco a mais, algo como R$ 75 bilhões.
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O ministro decidiu antecipar o resultado fiscal para acabar com a expectativa negativa no mercado. O superávit primário é divulgado normalmente no fim de janeiro, no entanto, Mantega afirmou que alguns analistas previam que a meta não seria cumprida e, manter essa ansiedade até o fim do mês, não seria bom.
Arrecadação recorde
De acordo com o ministro Mantega, o superávit primário acima da meta se deve ao aumento da arrecadação do governo. Segundo ele, a economia de aproximadamente R$ 75 bilhões é um reflexo do maior atividade econômica nos anos anteriores.
— Foi possível [o superávit primário] porque a arrecadação está crescendo nos últimos meses. Estamos colhendo os frutos de ações que foram feitas ao longo de 2011 e 2012, no sentido de estimular o crescimento da economia.
Mantega lembra que, mesmo com a política de redução de impostos do governo federal, a arrecadação está batendo recordes. De acordo com o ministro, o resultado preliminar aponta uma arrecadação de R$ 116 bilhões somente no mês de dezembro.
Ao ser questionado sobre as receitas extraordinárias que entraram nas contas do superávit primário, o ministro afirmou que isso ocorre todo o ano. Segundo ele, excepcional é quando não entram receitas extras.
Além disso, Mantega também fez questão de ressaltar que também houve despesas extras, para contrapor a entrada de recursos que não eram esperados.
O ministro também se mostrou otimista em relação ao ano de 2014. Segundo ele, as condições da economia revelam que este ano terá um resultado melhor que o de 2013.
No entanto, a meta para o superávit primário de 2014 deve ser divulgada somente em fevereiro, com a publicação do relatório anual de execução do orçamento.















