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Governo e construtoras estão perto de decisão sobre regras de distratos, dizem fontes

Economia|Do R7

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Por Ana Mano e Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - Governo e representantes da indústria de construção estão perto de um acordo sobre novas regras que dão às empresas o direito de manter uma parcela do valor do imóvel no caso de cancelamento da venda, disseram três fontes com conhecimento do assunto.

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Uma reunião para confirmar um acordo estava marcada para esta terça-feira, em Brasília, mas foi adiada até 26 de janeiro pelo Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, de acordo com outra fonte, que não estava autorizada a comentar o assunto.

Sob a proposta mais provável a ser adotada, as construtoras poderiam manter uma média de 9 a 15 por cento do valor das unidades se os compradores cancelarem a compra, disse uma fonte na condição de anonimato porque o acordo não foi concluído.

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Uma autoridade do Ministério de Planejamento informou que não havia nenhuma reunião programada sobre o assunto.

As negociações enfatizam as tentativas de definir regras mais claras e mitigar o impacto dos distratos em empresas de construção. A possibilidade de acordo foi noticiada pela primeira vez na edição de sábado do jornal O Estado de S.Paulo.

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"O cancelamento de vendas atingiu as empresas e preocupou o governo", afirmou uma segunda fonte da indústria.

Até outubro, os cancelamentos de vendas atingiram 37.702 unidades, de acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

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Segundo uma terceira fonte, os distratos aumentaram disputas na justiça. Além das responsabilidades decorrentes de decisões judiciais, quando os cancelamentos ocorrem as empresas não alcançam metas de vendas e há um risco de os bancos cortarem o financiamento de um projeto, explicou a mesma fonte.

Outra proposta considerada daria às construtoras o direito de reter 10 por cento do valor do contrato, dependendo dos pagamentos dos compradores já feitos, disse uma das fonte.

Uma vez que as empresas e as agências governamentais concordem com novas regras, um decreto ou projeto de lei teria que ser aprovado no Congresso Nacional, disse uma das fontes.

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