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Governo federal diz a empresários que risco de acionamento está dentro do padrão

Economia|Do R7

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BRASÍLIA, 18 Mar (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta terça-feira a grandes consumidores e empresas de energia vários cenários para o fornecimento de eletricidade em 2014, que mostram que o risco de racionamento está dentro do padrão do setor de energia.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, em todos os cenários apresentados pelo governo o risco de racionamento ficou abaixo do índice padrão de 5 por cento com o qual o setor trabalha normalmente, e em vários casos o risco ficou abaixo de 2 a 3 por cento.

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"As hipóteses que nos foram apresentadas, que suportaram as análises do governo, mostram cenário bastante mais positivo do que outros que vêm sendo veiculados nos últimos dias", disse Pedrosa. A reunião desta terça-feira com representantes de todo o setor reunidos no Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase) "distensionou o ambiente das associações das empresas no geral", disse Pedrosa.

Além do risco dentro do padrão, os cenários apresentados indicando necessidade de reduzir o consumo apontavam para cortes pequenos, menores do que 5 por cento, que, segundo Pedrosa, poderiam ser absorvidos sem impacto para a economia.

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"O risco é uma premissa da lógica de funcionamento do setor, e o atual não é diferente daquele que é considerado pelo setor", disse.

"Nas avaliações que nos foram apresentadas, apenas uma situação de extremo estresse continuado nos levaria a uma situação mais crítica", disse Pedrosa.

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Um outro participante da reunião, que pediu para não ser identificado, disse que o tom da conversa com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi de que não há ainda motivo para alarme com relação a risco de desabastecimento de energia elétrica e que o país ainda tem margem de segurança.

Na apresentação feita aos empresários, foi dito ainda que Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste enfrentam neste ano sua terceira pior vazão da série histórica e que a situação é agravada pelo fato de ambas regiões estarem com dificuldades ao mesmo tempo.

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Representantes do governo também disseram aos empresários que há expectativa de que as chuvas retornem com mais força a partir do dia 20 deste mês.

(Por Leonardo Goy)

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