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Governo negocia para evitar mudança na tributação de lucro de brasileiras no exterior

Economia|Do R7

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Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 19 Mar (Reuters) - O Ministério da Fazenda e a Casa Civil farão nova rodada de reuniões com empresários e parlamentares para evitar que o Congresso reduza a tributação do lucro de coligadas e controladas de empresas brasileiras no exterior, disseram duas fontes do governo com conhecimento do assunto.

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Pela proposta do Executivo, enviada ao Congresso no ano passado na forma de Medida Provisória (MP 627), a alíquota efetiva a ser cobrada dos ganhos no exterior é superior a 20 por cento, mas grupos empresariais pressionam por percentual menor. Na semana passada, esse foi um dos temas do encontro entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e empresários em Brasília.

"O governo não abre mão de preservar a legislação que foi desenhada e não quer alíquota inferior a 20 por cento, que é similar à praticada em paraísos fiscais. Essa mudança permitirá planejamento tributário e erosão da base tributária", disse uma fonte que acompanha a formatação das novas regras.

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A MP, que também trata do ágio em operações de fusão e incorporação, está sendo relatada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), parlamentar que está no centro da crise política envolvendo o Palácio do Planalto e o PMDB. A primeira parte do relatório sobre a matéria foi apresentada pelo deputado na terça-feira.

A estratégia do governo de voltar a se reunir com empresários foi acertada nesta quarta-feira entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em reunião no Palácio do Planalto, conforme informou fonte do governo que acompanha as negociações.

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Para se reunir com Mercadante, Mantega cancelou participação em evento em São Paulo com empresários na manhã desta quarta-feira, retornando a Brasília em agenda imprevista.

"O governo voltará a falar sobre assunto com os empresários e vai se reunir também com o relator da matéria" disse a fonte. As reuniões contarão ainda com o presidente da comissão mista que trata do tema, senador Walter Pinheiro (PT-BA).

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Para facilitar a negociação com empresários e parlamentares, Mantega indicou que aceita a ampliação para oito anos no prazo que as empresas terão para recolher os tributos que incidirão sobre o lucro no exterior. Na proposta original, esse prazo era de cinco anos.

Fazenda e Casa Civil vão tentar amarrar os pontos pendentes nos próximos dias a fim de que a comissão mista possa votar o relatório do deputado Eduardo Cunha na terça-feira da próxima semana, para que o texto seja apreciado em tempo hábil pelos plenários da Câmara e Senado. O governo tem pressa porque a validade da MP expira em 21 de abril e o feriado da Semana Santa encurta os prazos.

REFIS 2013

Em meio a essas negociações, o governo decidiu incorporar à MP 627 proposta de alteração da legislação do Refis, programa de refinanciamento de dívidas tributárias, para permitir o parcelamento dos débitos vencidos em 2013, conforme informou uma das fontes.

A legislação autoriza o parcelamento das dívidas vencidas até 2012 e essa ampliação visa gerar receita extra para o Tesouro Nacional arcar com os 4 bilhões de reais de ajudar às distribuidoras de energia elétrica.

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