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Governo promete incentivos na inauguração do Salão do Automóvel

Economia|Do R7

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Pablo Giuliano. São Paulo, 30 out (EFE).- O Brasil incentivará a fabricação de automóveis híbridos e elétricos e sustentar com crescimento econômico a produção de veículos no país, anunciou nesta quinta-feira o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, na inauguração do 28º Salão do Automóvel de São Paulo. O início do maior evento automotivo da América Latina esteve marcado por um protesto de um ativista do Greenpeace que invadiu a mostra e exibiu uma bandeira com a inscrição "Chega de enrolação, carros eficientes já!". A mobilidade urbana no Brasil e a produção de veículos foram temas abordados pelas autoridades e os dirigentes do setor, levando em conta que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, empreendeu uma verdadeira cruzada pelas ciclovias e pelos corredores exclusivos de ônibus. Considerado um dos cinco maiores do mundo, o salão de São Paulo começou também com a promessa dada por Borges que haverá uma retomada do crescimento econômico em 2015, quando se iniciará o segundo governo da presidente Dilma Rousseff, reeleita no domingo passado. "Todos os grandes 'players' da indústria automotiva fabricam no Brasil", destacou Borges, que, em sintonia com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, louvou a ação para gerar conteúdo nacional do plano oficial Inovar Auto lançado por Dilma em 2011. Segundo Borges, o Brasil, quinto mercado consumidor e o sétimo produtor de veículos em nível global, deve traçar dois objetivos para a fabricação de automóveis: a segurança e a eficiência energética. "Temos que trabalhar para estimular a cadeia tecnológica. O governo da presidente Dilma trabalhará para incentivar o automóvel híbrido-elétrico", anunciou. Nesse sentido, Borges afirmou que depois de um 2014 considerado ruim para a indústria automotiva, o país realizará em 2015 "alguns ajustes na área econômica" e retomará seu "crescimento sólido", "algo fundamental para a fabricação de veículos". O presidente da Anfavea, por sua parte, destacou que a produção automotiva com suas cadeias produtivas contribui com 15% da economia do país. Haddad, por sua vez, destacou que São Paulo é o principal centro receptor de turistas do Brasil e em 2017 será o da América Latina, mas, para surpresa de todos, declarou que compartilha do "clamor" do ativista do Greenpeace que invadiu o evento. "É um protesto amplamente justificado", disse o prefeito, que esclareceu aos fabricantes que não existe disputa entre "o partido da indústria do automóvel e o partido do transporte público". Na opinião de Haddad, ex-ministro da Educação, não existe contradição entre sua gestão e a do ex-presidente Luiz Lula da Silva, que em seus dois mandatos (2003-2011) fomentou a produção de automóveis no país. "Não há contradição em ter participado do governo com maior produção de automóveis da história. O carro deve ter um uso racional, devemos combiná-lo com metrô, trem, ônibus, caminhadas e pedaladas", comentou. Por sua vez, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou a política de redução de impostos para a produção de etanol destinada ao combustível como forma de contribuir para uma matriz energética mais eficiente. O Salão do Automóvel de São Paulo abriu hoje ao público e deve receber cerca de 800 mil pessoas até o dia 9 de novembro. Um total 500 veículos de 84 expositores de 11 países está à disposição do público no evento que termina no mesmo dia de outra atração para os amantes dos motores, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no circuito de Interlagos. EFE plg/rsd (foto) (vídeo)

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