Grandes reflexos da reabertura do estreito de Ormuz só vão aparecer em 2027, diz economista
Ainda segundo Ricardo Mello, mercado ‘não está precificando’ que acordo entre EUA e Irã possa fracassar
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O bloqueio do estreito de Ormuz provocou um aumento significativo nos preços do petróleo e derivados, pressionando a inflação em diversos países. A reabertura da rota está prevista no acordo assinado entre Estados Unidos e Irã, que abre um cessar-fogo de 60 dias para conclusão das negociações. Nesse cenário, quando os preços vão começar a cair?
Para Ricardo Mello, economista entrevistado pelo programa News das 19h desta sexta (19), os grandes reflexos da reabertura só vão começar a ser sentidos no último trimestre deste ano e devem ganhar força em 2027.
“A gente vai ver um pouquinho mais isso [redução da inflação] no último trimestre do ano de 2026 agora, porque, depois de assinado o acordo, ainda levam alguns meses para que a produção vá se restabelecendo, os estoques reguladores também não estão corretos ao longo do mundo, a cadeia do petróleo é uma cadeia extensa [...]. Então existem reflexos maiores, os reflexos da inflação, evidentemente para alguns produtos que a cadeia mais curta a gente estende mais rapidamente, mas provavelmente o reflexo grande que a gente vai sentir é no ano de 2027, de fato”, argumenta.
Mello também afirma que o mercado “não está precificando” a possibilidade de o acordo fracassar e o estreito continuar fechado por mais tempo que o previsto.
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