Grécia diz que não atuará de forma unilateral e acalma investidores
Economia|Do R7
Paris, 2 fev (EFE).- O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varufakis, disse que seu governo não atuará unilateralmente e colaborará com seus sócios, e embora tenha garantido que a suspensão do processo de privatização está mantida, procurou acalmar os investidores. Varufakis, em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal "Le Monde", um dia após sua passagem por Paris para se encontrar com o ministro de Finanças da França, Michel Sapin, afirmou que seu governo está "decidido a colaborar com seus sócios" e não atuará "de forma unilateral". Apesar disso, insistiu em sua vontade de modificar o programa de resgate da Grécia porque este se baseava em "uma lógica errônea". "Os dois principais erros dos governos gregos há dezenas de anos são o recurso constante ao endividamento sem pensar no futuro e a ausência de reformas. Isso vamos parar", analisou. Sem responder diretamente qual seria a alternativa aos sete bilhões de euros do próximo pagamento previsto pela troika, que Atenas deveria receber e que o governo rejeita enquanto não for adotado um novo plano, o ministro afirmou que espera encontrar "espaço orçamentário nas próximas semanas". Ontem, após seu encontro com Sapin, Varufakis tinha sido mais preciso ao falar que acredita que o Banco Central Europeu garantirá a liquidez nesse período, como já fez com outros países. Sobre as privatizações, comentou que "no meio de uma crise deflacionista, não é muito inteligente vender as joias da família por uma ninharia". Varufakis defendeu "desenvolver os bens do Estado para aumentar seu valor utilizando meios de financiamento inteligentes para reforçar a economia". Além disso, explicou que não voltará atrás nas privatizações já concluídas. Sobre a parte do porto do Pireo que passou para o controle da companhia chinesa Cosco, considerou que seus investimentos "são muito positivos para a Grécia". De forma geral, afirmou que "os investimentos estrangeiros, e em particular os chinesas", constituem "uma grande esperança para melhorar nossas estruturas e reforçar nossa competitividade". "Este governo pode garantir aos investidores estrangeiros que terão em frente espíritos abertos", sentenciou o ministro. EFE ac/dk















