Greve dos caminhoneiros: empresas aéreas adotam plano emergencial
Companhias adotam medidas de contingência como isenção de taxas na remarcação de passagens e do pagamento de diferenças tarifárias
Economia|Fabíola Perez, do R7

Após o quarto dia consecutivo de manifestação dos caminhoneiros em todo o país, companhias aéreas adotam planos de contingência para reduzir os impactos da falta de abastecimento de combustível nos aeroportos.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que, considerando os contratempos na malha aérea decorrentes da falta de abastecimento de querosene de aviação, em razão da paralisação nacional de caminhoneiros, recomenda aos passageiros, com voos marcados para os próximos dias, que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize.
A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que reúne quatro companhias aérea, Avianca, Azul, Gol e Latam, afirmou que acompanha com preocupação a paralisação de caminhoneiros pelo país e os reflexos para o transporte aéreo comercial. "Haverá impactos para as operações aéreas nas próximas horas em decorrência da falta de abastecimento de combustível em alguns aeroportos brasileiros."
De acordo com a Abear, ainda não é possível contabilizar o número de voos ou rotas impactadas. Para isso, as empresas aderiram ao plano de contingência.
Companhias aéreas
Para minimizar impactos aos passageiros, a Latam afirmou, por meio de nota, que flexibilizará suas regras, oferecendo isenção da cobrança de taxa de remarcação e das diferenças tarifárias da passagem para nova data à escolha do cliente e, sem multas, em voos domésticos com partidas, chegadas ou conexões programadas para os aeroportos de Brasília, Goiânia, Ilhéus, Recife e Teresina, hoje (24).
A Azul informou que suas operações ocorrem normalmente e que trabalha para manter a programação de seus voos. A companhia disponibiliza a remarcação de bilhetes sem custo para clientes com voos programados até o dia 31 de maio e que desejem optar por datas alternativas à sua programação.
A Avianca afirma que, até agora, suas operações foram minimamente afetadas. Os passageiros que foram impactados devem entrar em contato com a companhia para a remarcação de suas passagens sem cobrança de taxa, nem pagamento de diferenças tarifárias, para a data que escolherem.
A empresa disse, por meio de nota, segue acompanhando o cenário para tomar, se preciso, as medidas necessárias e ressalta que sua prioridade é garantir a segurança das operações e o melhor atendimento aos seus clientes.
A GOL informou que, em razão da restrição no abastecimento de combustível em alguns aeroportos do país, está aplicando medidas de contingência em toda operação. A companhia informou que até o momento, não registrou atrasos ou cancelamentos de seus voos.
"Caso os passageiros sejam impactados por eventuais cancelamentos, poderão procurar a companhia a fim de remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso integral de suas passagens", informou em nota.
Aeroportos
A Infraero informou por meio de nota que, devido à crise de abastecimento queafeta todo o país, a rede de aeroportos está atuando para minimizar os problemas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros que bloqueia as estradas.
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informou que, no momento, não sofre com as restrições de abastecimento uma vez que possui o próprio centro de abastecimento local. O aeroporto possui o chamado "queroduto", uma estrutura que possibilita a chegada do combustível por meio do solo.















