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Greve paralisa produção de veículos em SP

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção de veículos no Estado de São Paulo foi paralisada nesta sexta-feira, em meio à greve geral convocada por várias categorias profissionais do país contra as reformas trabalhista e da Previdência, informaram montadoras, sindicatos e fontes do mercado.

Na região do ABC paulista, principal polo automotivo do país, cerca de 60 mil trabalhadores de montadoras, fabricantes de autopeças e de outras empresas do setor aderiram à greve, informou o Sindicato do Metalúrgicos do ABC, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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O ABC, na região metropolitana de São Paulo, abriga cinco montadoras de veículos: Volkswagen, Ford, Toyota, Scania e Mercedes-Benz, que empregam um total de 28 mil trabalhadores.

A Toyota confirmou "paralisação total das operações de produção e parcial das áreas administrativa e comercial" na fábrica em São Bernardo do Campo. A empresa também informou suspensão de produção total nas unidades em Porto Feliz (SP), Sorocaba (SP), mas atividades normais em Idaiatuba (SP).

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Um fonte do mercado informou paralisação total da General Motors no Estado de São Paulo, onde a montadora norte-americana, que não comentou o assunto, tem fábricas de veículos em São Caetano do Sul, na região do ABC, e em São José dos Campos.

A Mercedes-Benz, que tem fábrica de caminhões e chassis de ônibus em São Bernardo do Campo, informou que a produção na cidade parou, após acordo com trabalhadores "para evitar transtornos de deslocamento que poderiam ser gerados pela greve".

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As horas não trabalhadas pelos cerca de 7.700 funcionários da unidade serão descontadas de banco de horas, acrescentou a Mercedes. Em Iracemápolis (SP), trabalhadores da fábrica de automóveis da marca alemã foram impedidos de entrar na unidade e a produção ficou parada. O mesmo aconteceu no centro de serviços em Campinas (SP). Já a fábrica de caminhões em Juiz de Fora (MG) operou normalmente, informou a Mercedes-Benz.

A Ford informou que suas fábricas em São Bernardo do Campo e em Camaçari (BA) paralisaram com a adesão dos funcionários à greve.

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A Volkswagen afirmou que as fábricas Anchieta, São José dos Pinhais e São Carlos da Volkswagen já estavam paralisadas em linha com acordo do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), e que a unidade de Taubaté está em férias coletivas. A unidade MAN Latin America, de caminhões e ônibus, afirmou que a unidade em Resende (RJ) operou na sexta-feira.

O grupo Fiat Chrysler, maior vendedor de veículos do Brasil, também afirmou que suas fábricas em Betim (MG) e em Goiana (PE) operaram normalmente.

Representantes da Scania não puderam ser contatados para comentar o assunto.

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(Por Alberto Alerigi Jr. com reportagem adiconal de Aluísio Alves)

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