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Greves de Hollywood enfraquecem economia, e indústria se prepara para renovação

Atores e roteiristas protagonizaram interrupções de trabalho que atrasaram lançamentos de obras

Economia|Do R7

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Estimativas preliminares calculam o custo econômico em mais de 6 bilhões de dólares
Estimativas preliminares calculam o custo econômico em mais de 6 bilhões de dólares

Embora Hollywood, nos Estados Unidos, comemore o fim das greves de atores e roteiristas, o impacto econômico multibilionário para todos, de membros da equipe a fornecedores, levará meses para ser contabilizado.

Roteiristas e atores em greve cortaram gastos, queimaram poupanças e contraíram dívidas para sobreviver. Lavanderias e outros serviços da indústria demitiram funcionários, enquanto lojas de equipamentos venderam seus estoques ou fecharam.

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Estimativas preliminares calculam o custo econômico em mais de 6 bilhões de dólares (ou R$ 30 milhões) em salários perdidos e impacto aos negócios em toda a Califórnia e outros Estados com produções grandes, como Georgia e Novo México, porque a maioria da produção de filmes e programas de televisão roteirizados foi paralisada.

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As luzes estão se acendendo novamente em sets de filmes e de séries de televisão, com os estúdios correndo para retomar as gravações.

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No entanto, Hollywood não deve retornar ao ritmo frenético de produção da guerra dos streamings, quando estúdios competiram por assinantes e prestígio. Custos trabalhistas maiores ao estúdios, queda nas receitas publicitárias da televisão e uma Wall Street cada vez mais cética estão reduzindo o número de programas de televisão, cortando empregos e transferindo algumas das produções para locais mais baratos fora dos Estados Unidos.

O dano econômico total da greve, incluindo falências, demorará para ser tabulado, com especialistas ainda analisando os dados.

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O impacto humano será mais difícil de quantificar, embora dolorosos relatos pessoais, como o de Celia Finkelstein, atriz e membro do Sindicato dos Roteiristas, deem uma ideia dos impactos. Ela e seu marido, um coordenador de produção, ficaram sem trabalhar por seis meses.

“Não havia renda na nossa casa”, Finkelstein disse à Reuters. “Estamos gratos porque recebemos empréstimos do sindicato e tínhamos economias, mas foi um verão muito duro.”

Membros do Sindicato dos Roteiristas (WGA) entraram em greve em maio. O Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA) fez o mesmo em julho.

Os roteiristas voltaram ao trabalho em setembro, após receberem aumentos salariais, restrições ao uso de inteligência artificial e benefícios, como pagamentos residuais que compensam os roteiristas por séries populares nos streamings. Os atores de Hollywood conseguiram ganhos parecidos em um acordo temporário fechado com os estúdios em 8 de novembro.

Sofrendo para ganhar o suficiente

A greve deu o golpe final em algumas carreiras. A aspirante a atriz Serena Kashmir abandonou a indústria após trabalhar em Hollywood por mais de 11 anos.

“Eu estava trabalhando em cinco ‘empregos de sobrevivência’ e ainda estava morando com a minha mãe”, disse Kashmir. “Eu tenho um currículo bom, imagens, contatos, e um diploma de atuação, mas não deu certo”.

Kashmir concluiu que ser “atriz em tempo integral” não era uma realidade e se mudou para o Colorado para ganhar a vida com outra coisa.

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