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Guardia condiciona inflação e juros baixos a reforma da Previdência

Novo ministro da Fazenda disse que Congresso entende os desafios do momento e ressaltou compromisso com as contas públicas

Economia|Agência Estado, com R7

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Eduardo Guardia, novo ministro da Fazenda, disse nesta quarta-feira (11) que sua gestão terá três diretrizes: o compromisso com a disciplina fiscal, o fortalecimento do mercado de capitais e a melhoria da produtividade e da eficiência da economia brasileira.

Criticado por ser mais duro nas negociações com o parlamento do que era o seu antecessor, Henrique Meirelles, Guardia fez uma sinalização ao Legislativo em seu primeiro discurso.


— O Congresso Nacional entende os desafios do momento e tenho certeza que continuará suportando a agenda de reformas, afirmou.

O novo ministro voltou a dizer que a essência do atual desequilíbrio fiscal do País esta na Previdência, inclusive dos estados.


—A reforma previdenciária segue indispensável. Não haverá inflação baixa e juros menores sem a reforma, completou.

Guardia defendeu que o equilíbrio do setor público é indispensável para crescimento da economia com sustentabilidade e alertou que não enfrentar os problemas agora levará esse ônus para as gerações futuras.


— O País não pode prescindir do absoluto compromisso com a qualidade e eficiência do gasto público, agregou.

Nesse sentido, o ministro reafirmou o seu compromisso com o cumprimento da meta fiscal e do Teto de Gastos.


—Trabalharemos com o Ministério do Planejamento para que o orçamento de 2019 seja consistente com a trajetória de ajuste fiscal, afirmou.

Ele também destacou que a responsabilidade fiscal de Estados e municípios é de extrema importância e disse que o governo federal está atento os problemas decorrente da crise de governos estaduais.

—O espaço de manobra foi claramente definido pelo Congresso com a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada para evitar essas situações, mas foi desrespeitada e nos deixou sem instrumentos para equacionar os problemas, completou.

Eduardo Guardia frisou que o governo está pronto para oferecer aos Estados os mecanismos de refinanciamento de passivos, em troca de um plano de ajuste que inclui a "notadamente" a privatização de ativos. O Rio de Janeiro já fez a adesão a esse regime e o Rio Grande do Sul ainda negocia a entrada no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados.

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