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Há melhora, mas indústria ainda opera 18,4% abaixo do pico de 2013, diz Macedo

Economia|Do R7

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A indústria mostra melhora gradual ao longo dos últimos quatro meses, mas o avanço deve ser relativizado, por acontecer em cima de uma base de comparação muito baixa, ponderou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Claro que a situação dos últimos quatro meses é melhor para a indústria, incluindo bens de capital, do que era no fim do ano passado. Mas é preciso, de alguma forma, relativizar essa melhora, porque se dá em cima de uma base de comparação muito baixa", ressaltou Macedo.

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A produção acumulou avanço de 3,5% em quatro meses de resultados positivos, mas ainda opera em patamar semelhante ao de fevereiro de 2009, época da crise financeira internacional. A indústria está 18,4% abaixo do pico registrado em junho de 2013. "Ou seja, mesmo com crescimento, ainda assim a gente está operando num patamar muito distante do pico da série histórica", disse o pesquisador.

Segundo Macedo, o ritmo mais intenso de perdas parece ter ficado para trás. A melhora gradual registrada mais recentemente está relacionada ao avanço na confiança dos empresários, à regularização de estoques e à alta nas exportações.

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"Tem relação importante com alguma melhora do ambiente econômico, com um pouco de redução de incertezas, com uma normalização do nível de estoques, com aumento nas exportações", citou. "Mas quando a gente compara com o ano anterior, a indústria permanece com seu comportamento negativo", alertou Macedo.

A produção industrial recuou 6% em junho ante junho de 2015, a 28ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.

"Claro que a magnitude da queda vem diminuindo (nesse tipo de comparação) em função dessa melhora recente dentro do setor industrial", observou o gerente do IBGE. "Mas a perda do setor industrial observada ao longo do ano passado teve magnitude muito grande", acrescentou.

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