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Haddad afirma que consignado privado é algo estrutural que ajudará muito trabalhadores

Medida é uma ‘revolução’ por possibilitar o crédito com o mecanismo da garantia da folha de pagamentos, disse ministro

Economia|Do Estadão Conteúdo

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Brasília (DF), 05/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil - 5.2.2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a dizer na manhã desta terça-feira (25) que o novo consignado para os trabalhadores privados será uma “revolução” por possibilitar o crédito com o mecanismo da garantia da folha de pagamentos, resolvendo problemas tecnológicos que não permitem essa oferta ampla nos dias atuais.

“Nós temos de folha, de aposentado e servidor público, R$ 100 bilhões. Ele alavanca R$ 600 bilhões de consignado, entre INSS e regime próprio. No caso do privado celetista, a folha é mais ou menos R$ 100 bilhões, e ele alavanca R$ 40 bilhões. Por quê? Porque não está disponível o mecanismo de garantia, muito burocrático”, disse Haddad, em Painel Cenário Econômico 2025 na CEO Conference 2025, organizada pelo BTG Pactual.

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Para Haddad, os novos empréstimos com custo mais barato também podem abrir um “nova avenida” de empreendedorismo no Brasil, que o ministro chamou de “terra de empreendedores”.

O mesmo avanço pode acontecer com a possibilidade de microempreendedores usarem a receita do Pix como garantia no crédito, medida já em estudo pelo Ministério da Fazenda, mencionou.

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O chefe da equipe econômica ainda citou que fez um apelo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), designar um relator para o projeto que trata da consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro, já aprovado na Câmara no ano passado.

“Uma democratização do crédito pode fazer muita diferença no Brasil, que é uma terra também de empreendedores. Nós temos muitos trabalhadores, mas nós temos muita gente que quer empreender e fica limitado pelas altas taxas de juros”, disse Haddad.

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Prioridades apresentadas ao Congresso

No evento, Haddad também disse não abrir mão de nenhuma das 25 iniciativas da equipe econômica que foram destacadas aos novos presidentes da Câmara e do Senado neste ano.

“Nós chamamos de 25 iniciativas, que são projetos de lei que tocam em temas importantes. E é muito obtusa a afirmação de que uma área econômica pode viver de uma iniciativa só. Ou a pessoa não tem experiência na vida pública, ou passou pelo cargo sem deixar legado, o que é muito comum no Brasil”, afirmou Haddad.

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Para ele, o calendário eleitoral não deve atrapalhar o avanço dessas propostas porque, em sua avaliação, a agenda de reformas é “neutra” do ponto de vista ideológico.

“É uma agenda institucional, assim como a lei das PPPs que eu mencionei”, disse o ministro da Fazenda.

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