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IABr espera alta de 4% em vendas de aço no Brasil em 2015

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O setor siderúrgico do Brasil espera alta de 4 por cento nas vendas de aço no mercado interno em 2015, em um desempenho que não será suficiente para recuperar a queda de quase 9 por cento esperada para 2014, informou nesta quarta-feira o Instituto Aço Brasil (IABr).

As siderúrgicas esperam vendas de aço no Brasil de 21,6 milhões de toneladas em 2015, após 20,8 milhões previstas para este ano.

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"Estamos diante de um cenário muito difícil para 2015 e continua o processo de desindustrialização”, afirmou a jornalistas o presidente executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes.

A entidade também informou que prevê crescimento de apenas 2 por cento no consumo aparente de aço no país no próximo ano, para 25,2 milhões de toneladas, após queda esperada de 6,4 por cento em 2014.

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"Os números refletem impacto de problemas sistêmicos no país como a alta carga tributária, cumulatividade de impostos, custo da energia elétrica e câmbio valorizado, fatores que vem afetando os principais setores consumidores de aço", disse o IABr em comunicado à imprensa.

Diante das fracas expectativas para as vendas e consumo aparente, a previsão da entidade para a produção de aço bruto no Brasil em 2014 é de estagnação: queda de 0,1 por cento, a 34,2 milhões de toneladas.

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Até outubro, o setor acumulava queda de 0,7 por cento sobre o volume produzido no mesmo período de 2013. A entidade não fez previsões para a produção em 2015 em razão das dificuldades antecipadas para a economia e para o setor.

"Há sinalização positiva de que há uma equipe econômica formal (...) e de que se abra um diálogo importante em torno da competitividade", disse Lopes.

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Além de medidas macroeconômicas para melhorar o rumo do país, o IABr defendeu medidas especificas para auxiliar o crescimento do setor nos próximos anos. Alguns canais de negociação com o governo federal já foram abertos esse ano por meio da CNI.

Em 2014, a aprovação do Reintegra foi considerada uma vitória do segmento que cobra uma maior defesa comercial por parte do governo federal e uma maior fiscalização das metas de conteúdo local adotados pela Petrobras.

"É preciso ter conteúdo nacional; o que a Petrobras diz não é o que setor vive", afirmou o presidente do IABr.

A crise na Petrobras se tornou mais um elemento de risco para o mercado siderúrgico em 2015, segundo executivos do IABr. A Petrobras enfrenta uma série de denúncias envolvendo ex-diretores e empreiteiras que teriam um esquema de corrupção dentro da estatal.

"Se os investimentos pararem é claro que tem reflexo", disse o presidente da ArcelorMittal Brasil e presidente do IABr, Benjamin Baptista Filho. "Petrobras não é preocupação do setor de aço e sim do Brasil; tem que ser apurado e investigado; o país não pode parar", acrescentou Lopes.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

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