IBGE: 3 em cada 10 pessoas com deficiência têm emprego no Brasil
Censo 2022 mostra que homens têm maior participação no mercado de trabalho e que grau de deficiência influencia taxa de ocupação
Economia|Do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em 2022, apenas 29% das pessoas com deficiência no Brasil estavam empregadas. A taxa era 26,8 pontos percentuais menor que a registrada entre as pessoas sem deficiência (55,8%). Os dados são da pesquisa “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre as pessoas com deficiência que estavam trabalhando, a taxa de ocupação era maior entre os homens, de 35,4%, enquanto entre as mulheres o índice era de 24,4%.
Em relação à faixa etária, o levantamento aponta que 36,2% dos jovens de 14 a 29 anos estavam empregados. No caso dos idosos, a taxa era de 11,9%.
O nível de ocupação também variava de acordo com o tipo de deficiência. Entre as pessoas com dificuldade para enxergar, 35,9% estavam ocupadas, a maior taxa registrada. Já entre aquelas com alguma limitação relacionada às funções mentais, o índice era de 12,9%.

Leia Mais
Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência
Em 2022, o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade. A maior parte apresentava dificuldade para enxergar (7,9 milhões) ou caminhar (5,1 milhões).
A pesquisa também mostra que o grau de dificuldade para realizar funções básicas, como enxergar, ouvir e pegar pequenos objetos, influencia a participação no mercado de trabalho. Quanto maior o grau de deficiência, menor era o nível de ocupação.
Segundo o IBGE, a taxa de ocupação era de 21,2% entre as pessoas com deficiência profunda e de 30,5% entre aquelas com deficiência severa.
Por outro lado, a proporção de contribuintes para a previdência foi mais elevada entre as pessoas ocupadas com deficiência profunda (68,9%), enquanto entre aquelas com deficiência severa esse percentual foi de 56,4%, segundo o estudo.
A pesquisa busca retratar as restrições de participação social enfrentadas pelas pessoas com deficiência. De acordo com o IBGE, a inclusão desse público ainda esbarra em obstáculos como a falta de acessibilidade nos locais de trabalho e nos deslocamentos, além de barreiras comunicacionais, tecnológicas e institucionais e do capacitismo.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp
















