Economia Ibovespa desaba mais de 4% e retorna aos 95 mil pontos

Ibovespa desaba mais de 4% e retorna aos 95 mil pontos

Maior perda diária do índice desde abril ocorre por temores de que o crescimento de casos de covid-19 resulte em novas medidas de isolamento

  • Economia | Do R7, com Reuters

Todas as 77 ações do Ibovespa fecharam em queda

Todas as 77 ações do Ibovespa fecharam em queda

Wikimedia Commons

O Ibovespa fechou esta quarta-feira (28) com a maior queda diária percentual desde abril, devolvendo boa parte dos ganhos de outubro. A queda superior a 4% do índice foi guiada por temores de que o crescimento de casos de covid-19 no mundo resulte em novas medidas de isolamento social, o que complicaria a recuperação das economias.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 4,25%, a 95.368,76 pontos, com todos os 77 papéis de sua carteira em queda, ampliando as perdas na semana para quase 6%. No mês, acumula agora elevação de menos de 1%. O volume financeiro soma R$ 29,5 bilhões.

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No Brasil, resultados corporativos, entre eles números robustos da Gerdau, foram ofuscados pelas vendas generalizadas na bolsa paulista, em sessão que ainda prevê a divulgação dos balanços de companhias como Vale, Petrobras e Bradesco, além de decisão de política monetária.

"A semana está bastante pesada, [com o Ibovespa] quase anulando a recuperação neste mês, afetada pelos mercados externos e as preocupações com uma segunda onda de contágio do coronavírus", afirmou o gestor de uma empresa ligada a previdência complementar com sede no Rio de Janeiro.

Na Europa, a Alemanha adotará lockdown emergencial de um mês que inclui o fechamento de restaurantes, academias de ginástica e teatros para reverter um pico de casos de coronavírus que pode sobrecarregar os hospitais, afirmou a chanceler, Angela Merkel.

Na França, o presidente Emmanuel Macron disse que o novo 'lockdown' nacional a partir de sexta-feira permanecerá em vigor até 1º de dezembro para interromper a disseminação exponencial do coronavírus. "Nós estamos sofrendo as consequências dessa aversão ao risco global", observou o chefe de renda variável e sócio da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga.

Em Wall Street, norte-americano S&P 500 fechou em baixa de 3,5%, afetado pelo avanço dos casos de covid-19 nos Estados Unidos, mas também pela proximidade da eleição presidencial, no dia 3 de novembro, que adicionava ainda mais cautela aos negócios.

Destaques

- CIELO ON desabou 11,66%, a R$ 3,41, menor cotação desde maio, com balanço do terceiro mostrando um tombo de 71,5% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2019, para 100,4 milhões de reais. A receita líquida somou R$ 2,88 bilhões, alta de apenas 2,9% ano a ano, embora acréscimo de 17,6% sobre o trimestre anterior.

- AZUL PN e GOL PN afundaram 9,58% e 9,03%, respectivamente, com o setor, um dos mais afetados pela pandemia, sofrendo com as preocupações sobre potenciais reflexos do aumento de casos de covid-19 no mundo. No mesmo contexto, CVC BRASIL ON fechou em baixa de 9,88%.

- GERDAU PN caiu 5,89%, mesmo após resultado forte no terceiro trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 2,1 bilhões, afetada pela aversão a risco generalizada que derrubava todas as ações do setor de mineração e siderurgia na B3. VALE ON, que apresenta seu balanço trimestral após o fechamento do mercado, cedeu 3,63%.

- PETROBRAS PN recuou 6,09% em meio ao tombo do petróleo no exterior. Ainda no radar estavam a aprovação do conselho da companhia de revisão da política de remuneração aos acionistas e autorização do governo para a Petrobras importar gás da Bolívia. A petrolífera divulga balanço após o fechamento.

- BRADESCO PN perdeu 5,66% antes da divulgação do resultado do terceiro trimestre, após o fechamento do mercado, com papéis de bancos como um todo no vermelho dado o mau humor nos mercados. ITAÚ UNIBANCO PN caiu 4,46%.

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